Projeto Nilo Coelho começa ser irrigado por sistema alternativo e sai do risco de colapso

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 17/12/2015 às 20:30
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"flutuamtesO Distrito de Irrigação do Projeto Nilo Coelho em Petrolina acionou, nesta quinta-feira à tarde, as bombas as bombas do sistema alternativo de irrigação construído em apenas 90 dias ao custo de R$ 30 milhões e que será inaugurado nesta sexta-feira com a presença do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi e o presidente da Codevasf Felipe Mendes de Oliveira.Será a primeira vez no governo Dilma Rousseff que uma obra do setor público será entregue no prazo e com os preços sem alterações.O conjunto de bombas flutuantes que, a partir de agora, vai permitir captação da água do Rio São Francisco no próprio leito, livrando o Projeto Nilo Coelho do risco de colapso que vive desde o começo de novembro, quando a vazão da Barragem de Sobradinho chegou ao mais baixo nível, atingindo a cota 380, que, tecnicamente, seria o limite mínimo para abastecer o complexo agroindustrial.Apesar disso, a margem de segurança do sistema existente e a volta da liberação de mais água pelo sistema de Sobradinho permitiam que, mesmo chegando à cota 380, o projeto continuasse a receber água, de forma que nenhum dos 18 mil hectares irrigados no projeto secou.Como novo sistema de bombas a perspectiva de que, a partir de agora, as vazões no Nordeste estarão noutros patamares e tornou necessário o sistema de flutuantes funcionará como um seguro.O novo sistema de captação no leito do rio tem mais de um quilômetro de tomada d água e transfere para um novo canal, que, por sua vez, abastecerá o sistema definitivo do projeto.A inauguração será na Barragem de Sobradinho, no Dique B em Casa Nova na Bahia. O governador Paulo Câmara cuja maior parte da área irrigada e cujos deputados fizeram a maior mobilização para conseguir os recursos não comparecerá ao evento.O Nilo Coelho retira, em média, 14 m³/seg do Rio São Francisco e o novo sistema de flutuantes poderá transportar até 6 m³/seg. A obra é da Sanit, mesma empresa que fez o sistema flutuante do sistema Cantareira de São Paulo, num prazo de 90 dias de trabalho, devido à perspectiva de colapso de abastecimento do maior projeto de agricultura irrigada do Nordeste

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