Coluna JC Negócios

Entrevista de JCPM sobre os desafios no enfrentamento da covid-19 repercute no empresariado pernambucano

Empresário destacou a importância de neste momento, empresários e governos estarem juntos nas ações de combate aos efeitos da covid-19.

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 24/03/2020 às 12:35
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"Precisamos de harmonia interna para enfrentar os muitos problemas que ainda reverberam". Leia a mensagem de João Carlos Paes Mendonça para 2020 - FOTO: HEUDES REGIS/ACERVO JC IMAGEM
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Por Fernando Castilho do JC Negócios.

A entrevista do presidente do grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, ontem à Rádio Jornal, publicada na edição de hoje do JC repercutiu entre os empresários, consultores e analistas de mercado. João Carlos destacou a importância de neste momento, empresários e governos estarem juntos nas ações de combate aos efeitos da covid-19.

A maioria concorda com sua visão de que agora o primordial é cuidar da saúde das pessoas, mas que há necessidade de o Governo (todas as esferas) estudar mais medidas em conjunto com bancos para salvar as empresas, prevendo que vários empresários vão ter dificuldades.

Segundo o presidente do grupo BCI, Paulo Perez, chama a atenção o fato dele apresentar uma visão de futuro colocando em primeiro lugar as pessoas. E, em segundo, no tocante as medidas que ele penso da mesma forma de JCPM.

“Fechar shoppings, comércio e Construção Civil de maneira total é um risco. Com o risco de o remédio ser tão forte a ponto de matar o sadio, conclui Perez que liderar a maior distribuidora de combustíveis do Norte e Nordeste.

O presidente do Grupo Bonaparte e diretor da Associação Brasileira de Franchising e da Abrasel (sessão brasileira de Bares e restaurantes), Leonardo Lamartine, disse que concorda com JCPM de que é necessário dar o mínimo possível para o funcionário sobreviver, mas pergunta como fazer isso se não tem caixa?

Ele questiona: Como o empresário que já não tinha vai sobreviver com a chegada da folha de pagamento no final do mês? E diz acreditar que não havendo nenhum socorro, como houve na economia do Unidos em relação aos empresários, é o contribuinte que haverá realmente uma taxa de desemprego muito alta.

Lamartine também concorda com JCPM sobre onde o Brasil pode chegar sem auxílio do Governo Federal. E lembrou de uma cadeira na Universidade de Quente, na Inglaterra, que chama Economia, taxa zero na realidade.

“Nunca que isso ia ser usado um dia mais economia de caixa zero, diz o empresário que está em três comitês empresariais de crise”, disse o empresário.

O presidente do Grupo Masterboi, Nelson Bezerra disse que concorda com o que disse JCPM especialmente quando ele fala do enorme desafio para enfrentar essa crise.

Essa, também, é a opinião do empresário Paulo Dalla Nora, que considerou oportuna a convocação para que a sociedade civil feita por JCPM, em especialmente os empresários, no esforço que precisa ser feito, esperando que esse episódio marque uma mudança no baixo nível de engajamento que temos.

Dalla Nora também avalia que a saída vai exigir esforço de todos e por muito tempo, será imperativo um aumento temporário por um perigo prolongado da carga tributária por exemplo.

A tributarista Mary Elbe Queiroz também comentou a entrevista de JCPM e o elogiou pela precisão lúcida e realista. “As pessoas precisam se preparar para passar por esse período difícil. A junção da sociedade e governo é imprescindível para manter a saúde da população, neste primeiro momento” disse a advogada pernambucana.

Ela destacou o papel da imprensa como fundamental, não só para mostrar os efeitos da pandemia, mas, para tentar manter o ânimo das pessoas em isolamento e apresentar notícias que possam dar esperança à população.

Também o consultor empresarial, José Emídio Calado, falou da entrevista de JCPM, alertando que temos uma situação inusitada nunca antes vivida que tem dois aspectos que se opõem.

“Se cuidamos da saúde a economia desaba. Se cuidamos da economia a saúde desaba também. Como resolver isso? Como economista e consultor e empresário entendo que estamos numa guerra onde temos que combater o inimigo e ao mesmo tempo cuidar para que a economia continue a rodar! Para isso, o governo é essencial como articulador e provedor de soluções” disse o consultor.

José Emídio Calado também acha que é preciso ouvir a indústria, o comércio, os prestadores de serviços, enfim todos os setores da sociedade para juntos encontrar soluções que possam atenuar o sofrimento de todos.

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