covid-19, epidemia, Governo, economia

Ministério da Saúde pede ajuda do setor privado para fazer testes da covid-19

Ministério fixou um máximo de processamento máximo de 3 milhões de exames RT-PCR para detecção de RNA viral de SARS-CoV2.

Publicado em 13/04/2020 às 13:20
JEFF PACHOUD/AFP
Desde o começo da epidemia foram contabilizados mais de 1.082.470 casos de contágio em 188 países ou territórios - FOTO: JEFF PACHOUD/AFP
Leitura:

Por Fernando Castilho da Coluna JC Negócios 

O Ministério da Saúde pediu nesta segunda-feira (13) ajuda das empresas associadas à Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), instituição que representa 27 grandes laboratórios do Brasil.  O pedido é para envio de cotação orçamentária para prestação de serviços para realização de exames de RT-PCR para detecção de RNA viral de SARS-CoV2.

Segundo o MS, o pedido aconteceu em detrimento da atual necessidade de ampliar a capacidade de resposta laboratorial à Pandemia de COVID-19 e também para subsidiar a tomada de decisões do ponto de vista epidemiológico.

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) representa um setor de tem capacidade para produzir mais de 30 milhões de exames/mês de aproximadamente 5 mil tipos.

Segundo o edital,  a prestação de serviço (realização de testes) visa a realização de exames de RT-PCR para detecção de RNA de SARS-Cov2 provenientes de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde, em um limite de 30 mil exames diários por 90 dias, prorrogáveis por até 180 dias.

O ministério fixou um processamento máximo de 3 milhões de exames no período, e caberá ao Ministério da Saúde o fornecimento dos insumos necessários para a reação de RT-PCR de SARS-CoV2 (extração, amplificação e devidos consumíveis), pelos Protocolos de Berlin, CDC ou outro previamente validado pela Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública e pelo Laboratório de Referência Nacional em Vírus Respiratórios

Também realizará a cessão, durante a vigência do contrato, dos equipamentos necessários para o processamento das referidas amostras.

O contrato prevê processamento centralizado a recepção, triagem e realização dos exames em local único, a nível nacional, com disponibilização de corpo técnico capacitado e profissional responsável pela liberação dos laudos, assim como ter capacidade para instalação do conjunto de equipamentos, extratores, termocicladores, centrífugas refrigeradas, cabines de segurança e armazenamento temporário das amostras.

O edital não define a coleta e logística das amostras que segundo o MS serão objeto de chamamento público posterior. 

Para realização de exames de RT-PCR para detecção de RNA viral de SARS-CoV2 deve ser enviada pelos laboratórios filiados a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica até esta quinta-feira (16).

O presidente da Abramed, Wilson Shcolnik, disse ao Jornal do Commercio no começo da tarde que o pedido do Ministério da Saúde no que se refere aos testes de moleculares reflete a dificuldade que todo o sistema de saúde do Brasil está enfrentando na obtenção de insumos e pessoal técnico capacitado para conseguir realizar mais testes de RT-PCR.

E mostra os exames são necessários, mas que não será possível ao Brasil fazer uma testagem de massa, de modo que esse chamamento reflete essa situação:

“Um esforço que o ministério está fazendo no sentido de agregar mais parceiros, como os associados da Abramed, que estão equipados que possuem condições de realizar o exame pra auxiliar o governo na nesse momento difícil”, concluiu Wilson Shcolnik.

LEIA MAIS TEXTOS DA COLUNA JC NEGÓCIOS

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias