Coluna JC Negócios

Para shoppings, abertura em julho mostrará até 20% de lojas fechadas

Empresários desejam retomar gradativamente as atividades, mas se queixam de não serem ouvidos pelo governo com uma conversa direta sobre como atuar

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 03/06/2020 às 13:10
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Paulo Carneiro, presidente da Associação de Shoppings defende uma nova conversa com o Govrno do Estado FOTO:
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Por Fernando Castilho da Coluna Jc Negócios

O presidente da Associação Pernambucana de Shoppings, Paulo Carneiro, fez uma estimativa preocupante, na manhã desta quarta-feira (03), no programa Passado a limpo da Rádio Jornal. Ele estima com base nos dados de consultorias e estudos do setor que até 20% das lojas não mais abrirão suas portas, provavelmente no começo de julho.

Começo de julho - data estimada pelo Plano de Flexibilização das Atividades Econômicas do Governo de Pernambuco – é quando as atividades devem ser retomadas obedecendo aos protocolos definidos pela entidade nacional do setor (Abasce) que contratou o Hospital Sírio Libanês para escrever um rol de cuidados para a retomada gradual dos serviços.

O dirigente se queixa do Governo do Estado não só pelos prazos excessivamente longos, na sua opinião, mas pela falta de uma conversa mais direta com o segmento, que teve o cuidado de enviar uma série de propostas para serem analisadas.

Carneiro insiste que a entidade não defende que o varejo moderno volte a funcionar de qualquer forma, mas reclama da falta de atenção e dos prazos de retomada.

Mesmo nas conversas com os secretários do Desenvolvimento Econômico Bruno Schwambach, da Fazenda, Décio Padilha e Casa Civil, José Neto, disse o empresário, a postura foi de silêncio. Ouviram os pleitos, receberam os documentos, mas não disseram uma palavra. O governador Paulo Câmara não esteve em nenhuma dessas conversas.

As preocupações de Carneiro revelam uma enorme dificuldade do governo de Pernambuco em dialogar com os empresários locais. A forma de abordar questão durante a covid 19 não é um fato novo. É quase um padrão.

Paulo Carneiro comparou o plano pernambucano com outras capitais nordestinas, como Fortaleza (CE) e Salvador (BA), que já têm um funcionamento de shoppings de maneira mais flexível.

“Em Fortaleza, os shoppings já começam a operar a partir de segunda-feira, praticamente na sua plenitude. Em Salvador, o Drive Thru, que aqui só vai começar no dia 15 de junho, já opera há mais de um mês e com absoluto sucesso. Então, em Pernambuco, há um retardamento dessas ações.”

O mesmo governo que festeja nas redes sociais a chegada de novos empreendimentos quando definidos nas reuniões do Condic, não se mostra disposto a conversar sobre os problemas das atividade quando eles aparecem.

E o movimento Pró-Pernambuco, que junta hoje mais 20 entidades se vários segmentos também sentem desprestigiado nos pleitos apresentados. Mas a advertência do presidente da Aspece é mais séria porque adverte que uma situação que após 100 dias de paralisação precisa ser observada mais de perto. E o risco que o setor tem de perder mais empregos que já perdeu.

Paulo Carneiro lembrou que shopping não é lugar de aglomeração, mas de circulação que os associados já tomaram as providencias para retomar, gradativamente as atividades porque esse é um interesse deles de não haja disseminação da condi-19 nas suas instalações porque essa seria um risco maior aos negócios.

A queixa, portanto, não é por desejam retomar gradativamente as atividades, mas de não serem ouvidos e ter com o governo uma conversa direta sobre como atuar. Até porque os shoppings também atuaram com esse mesmo padrão de segurança nas campanhas de suade e de ajuda social. 

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