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Prefeitura esqueceu quiosques de Boa Viagem que já foram a marca do nosso maior cartão postal

A Prefeitura do Recife e a Secretaria de Turismo gostam muito quando são publicadas fotos da praia, mas se você olhar de perto vai ver que há anos o município não dá uma geral

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 08/07/2020 às 11:41
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Felipe Jordão/JC Imagem
Ha quatro anos a Prefeitura do Recife debate a atualização dos 56 quiosques da praia de Boa Viagem que é o maior cartão postal da cidade - FOTO: Felipe Jordão/JC Imagem
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Para quem se assustou com a destruição total de um dos 56 quiosques da praia de Boa Viagem e ficou indignado com mais um arrombamento nesta madrugada é importante lembrar que faz muito tempo que o município abandonou os cuidados com o nosso principal cartão-postal.

A Prefeitura do Recife e a Secretaria de Turismo gostam muito quando são publicadas fotos da praia, mas se você olhar de perto vai ver que há anos o município não dá uma geral.

Primeiro, não cuida dos bancos, cuja mostra da ferrugem está agora mais descuidada. Depois, há exatamente quatro anos anos não consegue resolver a questão da reforma dos quiosques que já estavam se acabando antes da pandemia.

Pode parecer inusitado, mas o argumento é que a Prefeitura não conseguiu resolver como as lonas que cobrem os quiosques serão substituídas depois da reforma feita na gestão de João Paulo.

Depois, na questão do calçadão, a informação é que estava tentando um financiamento da Caixa Econômica Federal, e agora a desculpa é que, com a praia fechada, não fazia sentido fazer obra, já que o setor da construção civil estava parado. Conversa.

O que parece claro é que a Prefeitura não tem uma solução para a modernização dos quiosques e não está preocupada com os bancos do calçadão.

Deixou de ser prioridade depois da covid-19, apesar do discurso de apoio ao turismo. Como se explica que há quatro anos a prefeitura discute como fazer uma reforma de 56 quiosques?

O ruim disse tudo é que Boa Viagem é o nosso cartão-postal. E é constrangedor ver o descuido da prefeitura com os equipamento da praia. Pode se justificar que com a covid-19 o tema turismo deixou de ser prioridade? Pode. Mas a PCR poderia aproveitar o tempo para definir os projetos de atualização.

Na verdade, o único investimento na praia foi uma atualização da iluminação com a colocação de lâmpadas de LED e a manutenção do enrocamento de proteção de avanço do mar da divisa com Jaboatão, a Rua Carlos Pereira Falcão.

Dos 56 quiosques, um já foi completamente destruído. Outros 12 estão em processo avançado de deterioração e os fechados estão em péssimas condições e sendo arrobados. Agora, se isso acontece com um equipamento que é marca da praia, pode imaginar como estão sendo tratados os demais?

É compreensivo o investimento da prefeitura da construção de hospitais e instalação de UTIs que não faziam parte dos serviços prestados pela Secretaria de Saúde do município.

Mas está na hora dos demais secretários voltarem a cuidar dos equipamentos da cidade.

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