Cenário econômico em Pernambuco, no Brasil e no Mundo, por Fernando Castilho
JC Negócios
Por Fernando Castilho
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Atividade econômica

PIB de Pernambuco desacelera em setembro e fecha em 0,7%

O crescimento de setembro mostra a consolidação de uma redução no crescimento nos meses de pós-pandemia, beneficiados pelos auxílio emergencial

Leonardo Spinelli
Leonardo Spinelli
Publicado em 20/11/2020 às 15:55
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HEUDES REGIS/ACERVO JC IMAGEM
INDÚSTRIA Setor industrial foi o que mais contribuiu para alta de setembro - FOTO: HEUDES REGIS/ACERVO JC IMAGEM
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Por Leonardo Spinelli, para a coluna JC Negócios

A atividade econômica de Pernambuco registrou um crescimento de 0,7% em setembro na comparação com agosto, mostrou nesta sexta (20) a agência estadual Condepe/Fidem com base nos números das Contas Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a setembro de 2019 o crescimento é de 1,2%.

O crescimento de setembro mostra, no entanto, a consolidação de uma redução no crescimento nos meses de pós-pandemia. Em março e abril o PIB do Estado sofreu forte com as medidas de isolamento social, caindo 5,5% e 9,7%, respectivamente depois de ter andado de lado em janeiro e fevereiro.

Em maio o crescimento mensal foi de 5,5%, depois que a economia passou a sentir os efeitos do auxílio emergencial e a ajuda federal aos Estado. Em junho cresceu 3,4% e em julho, 4,2%. Agosto veio um índice menor de 2,1%, chegando aos 0,7% de setembro. Essas variações seguem a série com ajuste sazonal.

A recuperação a partir de maio, no entanto, não é suficiente para reerguer a economia como um todo. No acumulado do ano até setembro o PIB registra uma variação negativa de 3,4% e em 12 meses, -2%.

A indústria foi o segmento da economia que mais contribuiu com o resultado positivo de setembro, com crescimento de 2,5%. A agropecuária teve um desempenho negativo em 1,3% e o setor de Serviço andou de lado.

Em relação a setembro do ano passado, a Agropecuária está trabalhando numa base 23% superior, a Indústria 8,7% e Serviços, -2,3%, mostrando que esse é o segmento da economia que mais sente os efeitos da pandemia.

No acumulado do ano a Agricultura cresce 11,6%, indústria perde 1,1% e serviços, -4,6%. No acumulado de 12 meses os percentuais são os seguintes: 7,6%, 1,3% e -3,3%, respectivamente.

Desde o mês de agosto a Condepe/Fidem passou a divulgar dados mensais do PIB do Estado, "para oferecer um panorama mais atual da evolução da economia Pernambucana."

ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM
Setor de Serviços foi o mais impactado pela pandemia do coronavírus e acumula uma queda de 4,6% em 2020 - FOTO:ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM

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