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Por Fernando Castilho
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Colin Powell foi um exemplo na defesa da hierarquia militar americana

Colin Powell foi o primeiro general negro a ocupar o comando conjunto das Forças Armadas.

Fernando Castilho
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Publicado em 18/10/2021 às 12:35
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Tim SLOAN / AFP
Ex-secretário americano, Colin Powell - FOTO: Tim SLOAN / AFP
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O general Colin Powell, que faleceu nesse domingo (17), foi personagem de um dos mais interessantes episódios da historia da hierarquia militar americana. Em setembro de 1989, ele ligou para seu chefe, o almirante William J. Crowe para saber da sua opinião sobre uma possível indicação sua a o cargo de Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

No final da noite, Crowe ouviu Powell começar a conversa dizendo:

"Chefe. Eu estou..."

Crowe o interrompeu: "Eu sei. Você foi indicado para o meu cargo"

"Mas chefe, eu não..."

"Eu sei. Você não é de West Point. Ninguém é perfeito"

"Chefe eu sou... Negro."

"E daí. Você não está sendo indicado por questão de raça"

"Chefe. Eu..."

Crowe perdeu a paciência: "Colin, quando você entrar na Sala de Situação, todos os generais se levantarão e lhe prestarão continência. Inclusive eu, Senhor."

E desligou o telefone.

Colin Powell se tornou o 12º Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e em 2001 tornou-se o 65º Secretário de Estado dos Estados Unidos no governo de George W. Bush.

Anos depois, ao lado do então secretário de Defesa Dick Cheney, teve papel-central em redirecionar as ações militares americanas com o fim da Guerra Fria, dando-a o selo que ficaria conhecido como doutrina Powell. Com claro apoio político e endosso da opinião pública, a tática era usar força esmagadora e decisiva para derrotar os adversários.

Nas eleições de 2016, ele apoiou Hilary Clinton (Democratas) e disse que Donald Trump, é uma "desgraça nacional" e um "pária internacional".

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