Cenário econômico em Pernambuco, no Brasil e no Mundo, por Fernando Castilho

JC Negócios

Por Fernando Castilho
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Coluna JC Negócios

BTG Pactual compra parte da Queiroz Galvão no projeto Cais José Estelita

Banco entrou com o compromisso de repassar a área para a construção de novos edifícios do empreendimento na Avenida José Estelita

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 13/12/2021 às 19:35
BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
Projeto Novo Recife, da Construtora Moura Dubeux, está construindo 3 torres, no Cais José Estelita. - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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Com o compromisso de revendê-las, posteriormente, para a Moura Dubeux Engenharia S.A., o Banco BTG Pactual S.A. adquiriu as cotas da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário S/A. e Queiroz Galvão Empreendimentos Ltda. no Projeto Novo Recife da qual é uma das sócias com 33,33% do capital social.

A Queiroz Galvão está em processo de Recuperação Judicial e optou pela saída total do empreendimento que ficou conhecido pelo nome de Cais José Estelita, em função da Avenida onde está localizado.

O PTG Pacutal, portanto, funcionará como um veículo financeiro de aquisição para que a MD possa, a seguir, desenvolver o empreendimento que tem como sócio de 33%, a GL Empreendimentos, liderada pelo empresário Gerson Lucena.

BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
A Rota José Estelita deverá ter 4,8 quilômetros de extensão e comporá a reurbanização promovida no Cais, prevista no Projeto Novo Recife, que prevê, inclusive, a derrubada do Viaduto das Cinco Pontas - BOBBY FABISAK/JC IMAGEM

A operação deverá ainda ser aprovada pelo juiz que cuida da RJ da Queiroz Galvão que tramita na 28ª Vara Cível da Comarca de Recife.

A MD comunicou que deve requerer o início do procedimento competitivo para alienação judicial das Participações Societárias agora em poder do BTG Pactual com o propósito de desenvolver e incorporar empreendimentos imobiliários residenciais e comerciais nos lotes integrantes do Loteamento Novo Recife.

A gleba que está sendo adquirida pelo BTG Pacual faz parte de um grupo de quatro onde a MD detém a primeiro próximo ao Viaduto Capital Temudo. Ela é vizinha da segunda que pertence a GL Empreendimento que por sua vez é vizinha da pertencente a Queiroz Galvão.

Uma quarta gleba, já próxima ao Viaduto das Cinco Pontas tem a mesma participação dos três sócios e deverá ser a última parte do empreendimento a ser desenvolvida.

No comunicado ao mercado, a MD afirma que o Empreendimento Novo Recife localizado na cidade do Recife, possui uma área privativa total aproximada de 216 mil m², composta por diversos projetos, dentre eles, residenciais de alto padrão, compactos, hotel e comercial.

Os projetos incluirão áreas para comércio, serviços e serão cercados por parques de uso público com área verde aproximada de 15 mil m², ciclovias e espaços de convivência.

E informa que a alienação judicial das Participações Societárias no âmbito do Processo Competitivo possibilitará à Companhia o lançamento de fases adicionais do Empreendimento Novo Recife, com valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 800 milhões a valores atuais.

Tecnicamente, a declaração do BTGP como vencedor do Processo Competitivo por decisão do Juízo da Recuperação permitirá que Moura Dubeux realize a aquisição das Participações Societárias mediante permuta, podendo obter financiamentos à produção das obras do Empreendimento Novo Recife junto ao BTGP nos termos do memorando de entendimentos celebrado entre Companhia, QGDI, QGEMP e BTGP.

REPRODUÇÃO
Ciclovia que será construída no Cais José Estelita - REPRODUÇÃO

A Moura Dubeux já está construído três edifícios na sua gleba onde está indicando a implantação da infraestrutura do empreendimento como saneamento e arruamentos para a circulação interna.

No empreendimento também estão os trilhos da ferrovia Transnordestina que começaram a ser retirados este mês.

É que o terreno onde esta o José Estelita fazia parte da CFN antes de ser vendido para o projeto e foi o local onde a Transnordestina deixou estocados os trilhos novos da futura ferrovia.

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