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Com relatório de Saturnino Braga, na guerra da reforma tributária, Pernambuco terá que vencer sua própria batalha.

A questão é que, com a Bahia garantida com a planta da BYD no parque onde funcionou a Ford, a questão perde força em relação à planta da Starlantis, em Goiana, que é de veículos à combustão.

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Fernando Castilho

Publicado em 31/10/2023 às 0:05
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Apesar de todo o discurso regional falado pela governadora Raquel Lyra que sempre tem defendido a união nos estados nordestinos como força política em benefício das ações sociais e econômicas é importante não deixar de observar que a partir da divulgação do relatório o senador Saturnino Braga relator da reforma tributária, Pernambuco terá que, a partir desta semana, se desdobrar um colossal esforço para vendê produzindo texto projeto conquistado no governo Eduardo Campos do complexo automotivo da Fiat em Goiana.

Não será fácil e não será simples. A resistência à ampliação até 2032 à base de incentivos fiscais entregues por Pernambuco à Starlantis, constitui-se numa batalha que será travada apenas pelo nosso estado. A Bahia já resolveu sua questão quando incluiu no texto do relatório do senador do MDB, o projeto chinesa BYD e que assegura a produção de veículos elétricos. Ele é, certamente, o melhor mercado que existe hoje na produção de veículos automotores no Brasil.

Estamoso sozinhos

Isso quer dizer que, a partir de agora, estamos sozinhos e perdendo por 2 x 0. É importante não deixar de lembrar que esse debate não deveria estar existindo se o deputado pernambucano, Fernando Monteiro SD) não tivesse votado contra os interesses do estado que o elegeu, votando contra a ampliação dos incentivos até 2032 concedidos à Jeep Goiana. Mas isso é fato consumado na Câmara. O que cuida agora a governadora Raquel Lyra é de corrigir o equívoco.

A questão é que, com a Bahia garantida com a planta da BYD no parque onde funcionou a Ford, a questão perde força em relação à planta da Starlantis, em Goiana, que é de veículos à combustão. Os senadores tendem a apostar no mercado de carros elétricos e não ver com atenção que o Brasil ainda terá carros com motores a gasolina por mais de duas décadas e os que a Starlantis produz em Goiana tem um robusto pacote a oferecer.

Preservar o que tem

Entretanto, para Pernambuco isso quer dizer a preservação de um investimento na mais moderna planta do país. Mas de assegurar sua permanência no mercado. Até porque o complexo de Goiana é candidato à produção da linha de veículos elétricos.

Isso coloca nos ombros da governadora e dos três senadores de Pernambuco a missão de desenvolver uma articulação consistente de convencimento dos seus colegas que vai além da ideia de preservar apenas os interesses de Pernambuco ou do Nordeste.

Falso discurso

Não é só isso. É importante atentar o argumento das empresas do Sul e Sudeste quando dizem que o Norte e o Nordeste perderam dinheiro concedendo incentivos e estão tentando ganhar tempo para a mudança de sua base industrial do setor que inclui os fornecedores de autopeças e componentes. Ao menos 40% das empresas que hoje produzem para as montadoras não estão na base do carro elétrico. Elas deixaram de ter o mercado para qual se instalaram.

O argumento de estudos que se concentram no ICMS esconde uma luta por um período de sobrevida do que existe hoje no Brasil até que essas mesmas montadoras de adequam ao mercado de carros elétricos. E esse é o jogo.

Existe força na defesa da planta de Pernambuco. Ela nos dará o passaporte para produzir o carro elétrico no estado. Mas precisará existir até 2023. Se ela fechar teremos uma espécie de Estaleiro Atlântico Sul 2.0. Daí o desafio.

Carro elétrico

Não é só pela questão social dos empregos de qualidade. Não só pelas condições de produção de acordo com as normas ambientais. E pelo negócio no futuro. E não se pode achar que os senadores estão preocupados com os empregos de Pernambuco ou pelos processos tecnológicos ambientalmente aplicados.

É pelo fator econômico que ela agrega, aí sim, para toda a Região. O argumento é de manter um projeto que deverá nos inserir no mercado de elétrico que inexoravelmente existirá. E que ajudará o Brasil a enfrentar, inclusive, os veículos produzidos pela montadora da China na Bahia.

Prêmio Ademi-PE

A Ademi-PE volta a eleger os melhores empreendimentos imobiliários da RMR após três anos em eventos no Mirante do Paço, dia 30 de novembro concentrando a premiação de 60 projetos concluídos em, serão divulgados os em 2021, 2022 e 2023 em 12 categorias com 28 premiações.

Setor de eventos

O setor de eventos, que paga uma alíquota média de 10,7%, começou a se movimentar depois que o relatório do Senador Saturnino Braga (MDB-MA) não incluir entre as exceções o que abre a perspectiva de que a alíquota possa quase triplicar. Segundo o SEBRAE de um setor responsável por R$210 bilhões em faturamento; cerca de dois milhões de empregos diretos e indiretos; R$48 bilhões em impostos, impactando significativamente o PIB Nacional.

Novo Atacarejo

A rede nordestina Novo Atacarejo inaugura, nesta terça-feira (31), às 8h, sua primeira loja em Cabedelo, vizinho a João Pessoa. Fica na BR-230 s/n, Morada Nova Cabedelo. A loja vai gerar 300 empregos diretos e outros 900 indiretos na segunda unidade da rede no Estado - a outra funciona em Pedras de Fogo (PB).

 

 

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