CORONAVÍRUS

Proibição de passeios faz com que tutores busquem alternativas para os pets

Tutores passaram a brincar mais com os pets para diminuir o estresse

Amanda Rainheri
Amanda Rainheri
Publicado em 15/05/2020 às 19:06
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Moradora de Boa Viagem passeando com cachorro usando mascara de proteção contra o novo Coronavírus. Prevenção contra o Covid-19 em Recife, Pernambuco, Brasil. - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Por Amanda Rainheri, da Coluna Meu Pet

A partir deste sábado (16), com o endurecimento das medidas de restrição para tentar frear o avanço do novo coronavírus no Estado, estão proibidos os passeios com animais de estimação. A restrição vale por 15 dias, até 31 de maio, e tem obrigado os tutores a pensarem em alternativas às saídas para a rua. 

"Era algo que estava na minha rotina pelo menos vezes por semana, porque dentro de casa minha cachorra acaba ficando muito estressada. Entendo a importância do decreto e acho que agora é hora de buscar meios alternativos para entretê-la. É um período curto, considerando o impacto negativo que pode ser sair com ela e acabar contraindo a doença", afirma a analista Perolla Gomes, de 23 anos, tutora da cadelinha Malu. 

No caso da publicitária Nathalia Freitas, 26, a situação é mais complicada, porque o cachorro Ted só faz as necessidades na rua. "Não vai ser fácil mudar a rotina, mas é temporário. Comprei tapetes higiênicos e estou tentando fazer com que ela se habitue a usá-los." 

Em entrevista à TV Jornal, nessa quinta-feira (14), o secretário de Defesa Social Antônio de Pádua afirmou que os passeios com pets não são considerados serviços essenciais. “O objetivo do decreto é que as pessoas permaneçam o mais isoladas possível. São 15 dias. Há necessidade de ficar em casa para diminuir a velocidade da transmissão do vírus. Não foi possível viabilizar esses passeios de animais em locais públicos justamente para evitar a circulação maior de pessoas.”

Uma alternativa, de acordo com o secretário, seria utilizar a área comum de condomínios para passear com os animais. O Sindicato da Habitação de Pernambuco (Secovi-PE), no entanto, desaconselhou a prática, afirmando que as áreas comuns devem ser interditadas pelos síndicos. 

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