Mais tempo no trânsito para ir e voltar do trabalho gera prejuízo de R$ 11 bilhões

Publicado em 10/09/2015 às 16:23
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carros   O tempo do deslocamento casa-trabalho-casa vem crescendo ano após ano nas principais áreas metropolitanas do Brasil. Um estudo do Sistema FIRJAN, divulgado nesta semana, mostra que, considerando os deslocamentos acima de 30 minutos, mais de 17 milhões de trabalhadores demoram, em média, 114 minutos nessas viagens. O tempo perdido nos deslocamentos tem um impacto para a economia, a chamada produção sacrificada, superior a R$ 111 bilhões. A pesquisa analisou os dados de 601 municípios em 37 áreas metropolitanas do País. O Rio de Janeiro foi a que apresentou o maior tempo de deslocamento (141 minutos). Muitos dos problemas da capital fluminense se deve às inúmeras obras de mobilidade que estão em execução na cidade. Muitas ainda prometidas para a Copa do Mundo de 2014, outras tantas para as Olimpíadas de 2016. São Paulo está em segundo lugar (132 minutos). Em relação ao custo, no Rio de Janeiro, deixam de ser produzidos mais de R$19 bilhões (5,9% do PIB metropolitano). Em São Paulo, o prejuízo é de quase R$45 bilhões (5,7% do PIB metropolitano). RECIFE Na área metropolitana de Recife, 669 mil trabalhadores levaram, em média, 122 minutos nos deslocamentos casa-trabalho-casa, considerando apenas os deslocamentos acima de 30 minutos, em 2012. Frente a 2011, o tempo de deslocamento na área metropolitana aumentou 7 minutos (6%) e o número daqueles que perderam mais de 30 minutos no trânsito cresceu 1,5% (9,8 mil pessoas). O custo da produção sacrificada ultrapassou R$ 3,3 bilhões em 2012, equivalente a 4,3% do PIB metropolitano daquele ano. O crescimento de 14,6% no impacto econômico em termos de produção sacrificada acompanhou o aumento do tempo médio dos deslocamentos e do número de trabalhadores que gastam mais de 30 minutos nos deslocamentos O tempo das viagens casa-trabalho-casa na área metropolitana fluminense aumentou 11 minutos em relação a 2011, apesar de o número de pessoas que perdem mais de 30 minutos no trânsito ter caído. Isso significa que, embora uma parcela dos trabalhadores tenha conseguido emprego em locais mais próximos de casa, para os que continuam trabalhando longe, os deslocamentos ficaram ainda mais demorados. Na área metropolitana de São Paulo, o número de trabalhadores que levam mais de 30 minutos nesses deslocamentos aumentou 4,5%. Já o tempo da viagem aumentou apenas 1 minuto. Isso mostra que os programas de ampliação do sistema de mobilidade urbana (metrô, trens e corredores exclusivos de ônibus) conseguiram absorver parte do impacto de uma maior demanda por transportes. Outras grandes áreas metropolitanas registraram aumento do tempo de deslocamento, como Salvador (4,5%) e Belo Horizonte (1,5%). No entanto, Fortaleza (-1,5%) e Porto Alegre (-1,3%) apresentaram queda no tempo das viagens. Acesse o estudo completo AQUI   

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