Risco de depressão aumenta quando se fica preso no trânsito

Roberta Soares
Roberta Soares
Publicado em 25/05/2017 às 18:37
Reprodução internet
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[caption id="attachment_10270" align="aligncenter" width="746"]"" Reprodução internet[/caption] Pesquisa realizada pela empresa VitalityHealth, especializada em seguro médico privado, em parceria com a Universidade de Cambridge (Reino Unido), concluiu o que muita gente já sabia: que desperdiçar horas em congestionamentos, seja dirigindo ou viajando no transporte público, pode causar stress e depressão. Além desses dois distúrbios, a pesquisa aponta que o trânsito também provoca insônia e queda na produtividade.O estudo utilizou como base um universo de 34 mil trabalhadores de indústrias do Reino Unido, avaliando como um deslocamento diário superior a 30 minutos poderia afetar a saúde e a produtividade. Os resultados da pesquisa detectaram uma correlação altamente positiva entre tempo de deslocamento e saúde: pessoas que perderam mais de uma hora por dia em seus deslocamentos apresentaram pior saúde mental.
Permitir estratégias de gerenciamento e flexibilidade aos empregados, para que evitem a hora do rush ou ajustem o trabalho à sua rotina, pode ajudar a reduzir o stress e promover estilos de vida mais saudáveis que irão impactar diretamente na produtividade das empresas,Shaun Subel, da VitalityHealth
Sendo que 33% delas com risco de depressão e 12% com maior probabilidade de stress relacionado ao trabalho. Além disso, o levantamento também mostrou que 46% apresentaram uma tendência de dormir menos do que as sete horas de sono recomendadas. Já as pessoas que gastavam menos de 30 minutos na ida e na volta ao trabalho tinham uma semana extra de produtividade.CONFIRA O ESPECIAL MULTIMÍDIA A IMOBILIDADE DO TRABALHADORUma das conclusões dos pesquisadores foi de que os congestionamentos condenam os trabalhadores que perdem tempo no trânsito a serem menos produtivos do que os que têm horários mais flexíveis. Ou seja, quanto melhor a qualidade do sono e o estado mental dos trabalhadores, maiores serão a produtividade e a satisfação com o trabalho.HOME-OFFICESobre o home-office, uma conclusão curiosa: ao contrário do que se imagina, trabalhar em casa não ajuda a combater os efeitos negativos do trânsito se o regime de trabalho não for flexível. O estudo analisou o caso dos trabalhadores que faziam home-office, mas tinham regimes de trabalho com horários fixos. Os pesquisadores descobriram que estes trabalhadores são os menos produtivos: perderam, em média, 29 dias de trabalho por ano. Número superior aos dos que não podiam trabalhar em casa e ao dos que tinham horários flexíveis.LEIA MAISA 8ª pior do mundo e a 3ª do Brasil. Essa é a posição do Recife no ranking das cidades que têm o pior trânsitoShaun Subel, diretor estratégico da VitalityHealth, empresa que contratou o estudo e é especializada em seguro médico privado, disse ao jornal britânico Daily Mail que os resultados demonstram que a rotina diária tem importância e influência direta na saúde e produtividade dos indivíduos.Permitir estratégias de gerenciamento e flexibilidade aos empregados, para que evitem a hora do rush ou ajustem o trabalho à sua rotina, pode ajudar a reduzir o stress e promover estilos de vida mais saudáveis que irão impactar diretamente na produtividade das empresas, disse Shaun.Um dado curioso da pesquisa: quando motoristas estão presos no congestionamento, sem nada poder fazer para chegar ao destino, a frustração cresce. As mulheres, no entanto, são melhores para usar métodos simples de distração, como cantar junto com o rádio.TRANSPORTE PÚBLICOComo esperado, a situação de quem usa transporte público é muito mais grave. Além de sofrer com o longo tempo do percurso, há o adicional do desconforto e da irregularidade da oferta. Logo, pode-se concluir que o congestionamento é muito mais desgastante para quem depende de ônibus e trens para se locomover nas grandes cidades, não por acaso a maior parte da população.

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