Cala Boca

Carlyle Paes Barreto
Carlyle Paes Barreto
Publicado em 05/07/2012 às 11:43
Leitura:
Os xeneizes, torcedores do Boca Juniors, são conhecidos por cantar o tempo todo. Mesmo quando estão perdendo. Riquelme, astro do time, também não costuma ficar quieto. Apita todos os jogos. O xerifão Schiavi, de 39 anos, não para de falar. E de bater. Mas ontem eles foram calados. Pela segunda vez o clube argentino perdeu de um brasileiro numa final de Libertadores. Pela primeira vez o antijogo não funcionou.O antídoto do Corinthians foi usar a mesma arma. Jogou duro. Correu. Marcou como manda uma Libertadores. Apanhou, é verdade. Mas devolveu os pontapés quando foi preciso. E igualando na raça, na catimba, sobressaiu a técnica. Título justo. Merecido pela campanha. Pela experiência dos corintianos nas partidas decisivas. E pelo técnico Tite, que soube fazer de um grupo comum, campeão. De novo.Tite soube dar paciência aos alvinegros. Mesmo precisando da vitória, ontem, não se afobou. Ficou fechado no primeiro tempo. No início da segunda etapa, conseguiu o gol salvador. Emerson, um monstro em campo. E com passe estranho de Danilo. Um coice. Em seguida, voltou a se fechar. E matou os argentinos após passe errado justamente do veterano Schiavi. Novamente Emerson. Mais que nunca, um xeque, ou ?o Sheik?, como é conhecido.Se ganhou o apelido por ter brilhado nos Emirados Árabes, agora pode ser chamado de qualquer coisa. Imperador, como Adriano. Presidente, como Ronaldo. Deus, como Lula.Emerson mostrou como se enfrenta os argentinos. Não temeu. Levou para cima. Irritou. Sem esquecer de jogar bola. E foi coroado com os dois gols.O duro só vai ser aguentar os exageros das emissoras de TV com o Corinthians. Faz parte.75 anos passados em brancoQuatro de julho de 1937. Dez horas da manhã. Chuva danada sobre o Recife. Milhares de rubro-negros e tricolores em pé, sapatos e cartolas encharcados, para assistir ao primeiro duelo da recém inaugurada Ilha do Retiro. O 6x5 para o Sport sobre o Santa Cruz marcaria a abertura do estádio rubro-negro, que completou ontem 75 anos. Sem festa. Uma pena.Ah, Sarriá...Há 30 anos o Brasil chorava sua segunda maior perda no futebol. Só atrás do Maracanazo, em 1950. A derrota para a Itália, em Barcelona, na Copa de 82, era um tiro no futebol arte. E que fez mal ao futebol brasileiro.Violência na TVAs mesmas pessoas que repudiam violência nas ruas adoram quando assistem a MMA. A matéria no site da Sportv com Anderson Silva falando que iria arrancar os dentes do norte-americano Sonnen teve mais de 1,3 milhão de acessos.Esporte é saúdeCada vez mais aparecem musas no esporte. E com a proximidade das Olimpíadas, o número tende a crescer. Esta semana, duas nordestinas estampam capas de revistas nacionais. A pernambucana Jaqueline, que tentará o bi olímpico em Londres, esbanja saúde na Womanhealthy. Já Mari Paraíba mostra tudo na Playboy.Com a palavra, o leitorAlvirrubro quer menos volantes"De novo o time com 4 volantes, sendo que são todos segundo volantes. Perdemos proteção da zaga e velocidade na transição. O lógico é tirar Eli e Souza e colocar Gleidson e Breitner." Paulo Marcelo Mello

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias