Freud explica

Publicado em 19/03/2013 às 14:59
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Talvez apenas o austríaco Sigmund Freud seja capaz de explicar o que acontece com o Náutico quando encara o Sport, na Ilha do Retiro. Até já venceu o rubro-negro ou arrancou empates heroicos lá dentro. Mas são exceções. Derrotas são os resultados mais comuns. Pior é como elas se dão. Domingo, apesar de ter um time mais equilibrado, o Timbu afrouxou. Inexplicavelmente. Não é preciso ser o pai da psicanálise para ver que o Sport vinha motivado com novo técnico e que o time iria para cima, até para afastar a crise que rondou o clube. Mas o preocupante foi a postura do Náutico. Quem conhece os bastidores do futebol pernambucano sabe que semana de clássico é diferente. Os treinos são mais sérios, mais longos. E cheios de mistérios. Mas também há o lado amador dentro do profissional. Quando dirigente se descabela, pressiona arbitragem, oferece prêmio extra a quem faz o gol da vitória. Isso pode influenciar o comportamento do time. Inibindo jogador, que prefere não errar a ousar, ou faz com que treinador se acovarde, segurando demasiadamente sua equipe para que ela não perca. Tese, apenas. Até porque o imponderável do futebol sempre costuma aparecer. Especialmente em clássicos. E eles fazem a diferença. Só que não ataca apenas o Náutico. Não é de hoje que o Sport sofre drama semelhante quando enfrenta o Santa Cruz. As duas últimas finais do Estadual ilustram bem. Mas o tricolor também é vítima dessa síndrome. Mas quando encara o Náutico. O que fecha o ciclo sem fim dos grandes de Pernambuco. Mas há exceções. E são elas que ganham títulos. Rithelly reconhecido Perseguido por parte da imprensa e da torcida do próprio Sport ao longo de todo o ano passado, Rithelly vem conseguindo se firmar. Se em 2012 ele sofria por culpa de um sistema de jogo mal elaborado, agora se destaca. Mesmo com o Leão ainda irregular. E apesar do esquisito gol perdido no clássico, foi um dos melhores em campo. Livro de Bivar Ex-presidente do Sport, Milton Bivar lança seu primeiro livro no dia 2 de abril. Pelo título, parece uma bomba: "Meu irmão". Mas Milton refere-se ao ex-jogador, campeão na década de 50 e falecido há 8 anos, China Bivar. Uma figuraça, como o autor. Melou tudo Nessa questão de arbitragem estão todos errados. O presidente do Náutico Paulo Wanderley foi exagerado em sua declarações, a Comissão de Arbitragem foi infantil (inclusive, pedindo demissão) e a Federação autoritária. Show do Campinense O Campinense deu show dentro e fora das quatro linhas. Se o time foi campeão da Copa do Nordeste sem ter tomado gols em casa, sua torcida não parou de comemorar nem nos intervalos. Graças também à animação das líderes de torcida da Raposa. Uma moda que começou nos EUA e que vem crescendo no Brasil. Ainda bem. Com a palavra, o leitor Alvirrubra lamenta vandalismo "Para que tirar as camisas das torcidas se não é a camisa que rouba, mata e fere pessoas que não têm nada a ver com os jogos? E os marginais continuam indo a campo." Maira Wirla lamentando vandalismo após o clássico.

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