Acordando

Publicado em 10/10/2014 às 13:53
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Nada de acesso. Muito menos Libertadores. Faltando dez rodadas para o Náutico e onze para Santa Cruz e Sport, o Campeonato Brasileiro chega à sua reta final sem grandes aspirações para os pernambucanos. Sem motivações. Acordando torcedores que ainda sonhavam com objetivos tão propalados por jogadores, técnicos e dirigentes. Apesar de alvirrubros e tricolores ainda falarem em brigar pelo G-4, o acesso é uma missão quase impossível. Para ambos. Matematicamente ainda dá. Mas para isso os dois times terão que atingir aproveitamentos inusitados. Superiores a 80% dos pontos que serão ainda disputados. Mas a oscilação deles impede a perda de tempo com mais cálculos. No Náutico, ganhar oito em dez jogos. Cinco deles fora de casa. E vários contra adversários que estão no pelotão de frente ou diante de equipes que lutam para não cair. Da mesma forma está o Santa Cruz, que tem ainda uma partida a mais. E com a obrigação de ganhar uma a mais também. Se por um lado o rebaixamento parece distante, ficar no meio da tabela não empolga a torcida. Que não se associa e que passa a medir esforços para ir a campo. Especialmente durante o meio de semana, com horários ingratos. O Sport, pelo menos, tem a possibilidade de chegar pelo terceiro ano seguido na Copa Sul-Americana, já que o sonho da Libertadores da América acabou. Mas vai ter que gastar tempo para encontrar um discurso que pegue. Principalmente depois dos fracassos na competição internacional nas últimas duas edições. Alerta ligado Se a nona colocação do Sport parece confortável, ela esconde a perigosa aproximação de rivais. Com apenas um ponto conquistado nos últimos 12 pontos disputados, o Leão pode sair da metade de cima da tabela já na próxima rodada. A não ser que faça prevalecer desta vez o seu fator-casa. Justamente na volta à Ilha, contra o Vitória, domingo. Problema... É fato que o Sport caiu de produção no returno. Curiosamente, quando trouxe Diego Souza e Ibson. Mas a queda é fruto da falta de opções em todos os setores. Especialmente no meio de campo e ataque. ... é em campo Assim como no Náutico e no Santa. Ambos vivem crise financeira, que resulta em salários atrasados. Mas o maior problema é dentro de campo. Mesmo mudando de treinadores, os times já deram o que poderiam dar. Chegaram ao limite. Profissão de risco Apesar dos supersalários (pelo menos nas Séries A e B), os treinadores sofrem no Brasil, País com a mais alta taxa de demissões, entre as maiores ligas de futebol. Segundo o jornal El Economista, do México, um técnico é demitido aqui a cada 15 jogos. O campeão é o Fluminense, com 41 trocas em 12 anos. O Náutico vem em seguida, com 39. Sport mudou 33 vezes, desde 2002. Com a palavra, o leitor Sem paciência com atacantes do Leão "O Papa Caça Futebol Clube tem atacantes melhores que Neto Baiano e Felipe Azevedo." José Milton, comparando os rubro-negros ao time amador de Bom Conselho, interior do Estado.

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