Coluna Planeta Bola

Selvageria das organizadas exige ação mais concreta do Governo do Estado

Esperar mais de uma semana para marcar reunião é mostrar para a sociedade que não há preparo para combater as gangues infiltradas no futebol

Carlyle Paes Barreto
Carlyle Paes Barreto
Publicado em 09/03/2020 às 15:18
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
A violência das torcidas organizadas marcou o dia de clássico das Multidões entre Sport x Santa Cruz realizado na Ilha do Retiro em Recife, Pernambuco, pela Copa do Nordeste de futebol na Ilha do Retiro. Briga entre a torcida organizada do Sport, Jovem e a do Santa Cruz, conhecida como Inferno Coral na Avenida Agamenon Magalhães em Recife, Pernambuco. Violência. - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Por Carlyle Paes Barreto, da Coluna Planeta Bola

Autor da ação que extinguiu as organizadas mais violentas e baderneiras em Pernambuco, o Governo do Estado deveria ter iniciado a semana com um plano de ação para tentar dar um basta na violência promovida por estas gangues, após a selvageria de sábado, antes do clássico entre Sport e Santa Cruz. E não apenas marcar uma reunião para a próxima semana.

Não é possível que não haja um monitoramento permanente destes grupos. E em suas redes sociais. Afinal, foi por lá que marcaram encontro, chegando juntos às imediações da Ilha do Retiro. Sem escolta e sem acompanhamento, o que foi pior. Deixando a sociedade refém.

A inteligência policial deveria acompanhar esses grupos, não apenas os líderes. Porque já deixou de ser organizados. Agora é pior, sem comando.

Outra ação seria o reconhecimento facial nas entradas das gerais dos estádios. Sugestão do próprio presidente do Santa Cruz, Constantino Júnior. Já que não há dinheiro para monitorar estádio inteiro. Pelo menos teria uma forma eficiente de encontrar bandidos. E não apenas esperar fotos vazadas nas redes sociais, nos dias seguintes à selvageria.

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