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Impasse entre clubes e atletas: sempre o dinheiro na frente

Talvez se a discussão fosse individualizada, o impasse seja menor. Pois a realidade de um clube da Série A é bem diferente de equipes em divisões inferiores

Carlyle Paes Barreto
Carlyle Paes Barreto
Publicado em 26/03/2020 às 12:15
Análise
ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM
Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem Data: 13-3-2018 Assunto: ESPORTES- Vista aéra do Estádio da Ilha do Retiro, campo do Sport Futebol Club. Palavras-chaves - Futebol - Gramado - Campo de Futebol - - FOTO: ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM
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Por Carlyle Paes Barreto, da Coluna Planeta Bola

Assim como o Governo Federal bate cabeça, colocando a economia na frente de vidas, a discussão sobre o calendário no futebol brasileiro esbarra na parte financeira. Quando sua recuperação deveria estar no centro da questão.

Clubes e jogadores apontam para férias antecipadas em abril. Mas este é o único ponto em comum.

A associação que defende os atletas quer 30 dias de folga, mais 10 dias remunerados ao final do ano. Como ocorre na magistratura. Os patrões quem 20 dias agora e 10 em dezembro.

Mas o que pesa mesmo é o dinheiro. Justamente, jogadores querem o abono das férias, que é a remuneração extra de 33% do salário. Mas sem abrir mão do direito de imagem, mesmo sem o clube usar. E que pode chegar a 40% de todo ganho mensal.

As partes, no entanto, não debatem a possibilidade de a paralisação se estender por mais tempo. Obviamente, causando mais prejuízo. Podendo acarretar demissões de atletas e quebras de clubes.

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