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Santa Cruz vê ataque funcionar, mas com efeito colateral

Mais aberto e, consequentemente, mais exposto, tricolor deixou buracos na defesa, ficando no empate para o Jacuipense

Carlyle Paes Barreto
Carlyle Paes Barreto
Publicado em 28/09/2020 às 22:06
Análise

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Terceiro gol do santa Cruz de Toty no jogo entre os times do Santa Cruz e do Jacuipense, válido pela oitava rodada do campeonato brasileiro de futebol da série C. Partida realizada no estádio do Arruda em Recife. - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Por Carlyle Paes Barreto, da Coluna Planeta Bola

Jogando mais aberto que de costume, o Santa Cruz até conseguiu acabar com a seca de gols de seu ataque, com os dois marcados por Mayco Félix. Mas o efeito colateral foi pior, cedendo empate ao modesto Jacuipense. Numa das piores partidas do tricolor nesta Série C.

Além de desperdiçar a oportunidade de disparar na liderança (embora siga na ponta) e até de abrir seis pontos de vantagem em relação ao quinto colocado, o primeiro fora da zona de classificação, o Santa perdeu sua essência: o equilíbrio defensivo. Marca registrada pelo antecessor de Marcelo Martelotte.

É claro que a equipe coral precisaria se soltar. Mas com uma transição. Ontem, mesmo no Arruda, cedeu muito espaço aos baianos. Além de ter sido desorganizado do começo ao fim. Nem quando virou, com os dois gols de cabeça de Mayco Félix, esteve bem. Vendo o adversário ter mais posse e criar mais. Com direito a pênalti não marcado a seu favor e várias chances desperdiçadas.

Já o Santa não conseguiu repetir a reação que teve no primeiro tempo, quando teve a primeira virada. Após tomar o revés, se perdeu. Reacendendo apenas com a natural pressão final, quando voltou a empatar, novamente em jogada aérea, desta vez com Toty. Já sem a organização necessária.

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