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Eleição no Sport: novos índios, velhos caciques

Forças jovens vão aparecendo num clube cujas lideranças vêm dando as cartas há pelo menos 30 anos

Carlyle Paes Barreto
Carlyle Paes Barreto
Publicado em 20/11/2020 às 16:31
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ANDERSON STEVENS/ SPORT CLUB DO RECIFE
Campanha existe desde 2015. - FOTO: ANDERSON STEVENS/ SPORT CLUB DO RECIFE
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Por Carlyle Paes Barreto, da Coluna Planeta Bola

As eleições para a presidência do Sport apresentam caras novas correndo na cabeça das chapas. Mas sempre com velhas lideranças nos bastidores. Muitas delas aparecendo a cada dois anos, na véspera dos pleitos.

Nos últimos 30, 40 anos, o mesmo grupo vem dando as cartas nas eleições na Ilha do Retiro. As vezes dividido, uns contra os outros, mas sempre os mesmos nomes. Com serviço prestados, obviamente. Mas sem abrir tanto espaço para novos líderes.

Exemplo disso foi a reunião capitaneada por Jarbas Guimarães e Luciano Bivar, ainda com Wanderson Lacerda, lançando Delmiro Correia como nome da ala tradicional. Cara nova, mas com eternas lideranças empurrando. Isso depois de se tentar vários outros possíveis candidatos.

Enquanto Delmiro Gouveia surge com o aval da força histórica de ex-presidentes, e com histórico administrativo em clubes sociais, uma geração que estava sendo perdida aparece querendo espaço. Devendo lançar os ex-diretores Leonardo Lopes e Nelo Campos como candidatos - a ordem de hierarquia vai ser definida neste final de semana.

Na faixa dos 45/50 anos, ex-diretores como Fred Borba, Júlio Machado, Professor Rogério, Augusto Moreira e Gabriel Campos formam grupo de quase 30 lideranças, que vem preparando projeto para reequilibrar o Sport.

Além das candidaturas de Luiz Carlos Belém e Eduardo Carvalho, oposições à atual gestão. Com propostas, mas sem padrinhos. 

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