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Sport, casa mal-assombrada e o fantasma do rebaixamento

Carlyle Paes Barreto
Carlyle Paes Barreto
Publicado em 24/11/2020 às 12:40
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BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
Lances do jogo Sport X Atlético Goianiense, válido Campeonato Brasileiro da Série A, na Ilha do Retiro. - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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Por Carlyle Paes Barreto, da Coluna Planeta Bola

O Sport sabia que não seria fácil a briga contra o rebaixamento, pela crise financeira e má montagem do time. Embora o bom início de Campeonato Brasileiro tenha afastado o fantasma do rebaixamento, ele voltou com tudo. Fortalecido pela série de problemas numa equipe que parece entregue. Mesmo na metade da longa jornada.

Começando pelo comando técnico. Embora esteja afastado pela covid, Jair Ventura se perdeu no meio do caminho. Com escolhas erradas nas escalações e piores nas substituições. Sem definir time, nem modelo. Deixando em campo ainda medalhões que pouco assustam adversários. Em detrimento de quem pelo menos corre.

Melhor exemplo é Thiago Neves, novamente o pior jogador em campo na derrota para o Atlético-GO. E nem pela tomada de decisão errada no lance que originou o gol do rival. Mas pelo conjunto da obra. Não marca, não aparece para o jogo. Não cria. Não participa. Nem nas bolas parada está fazendo a diferença.

Não é só ele. Patric caiu assustadoramente. Márcio Araújo não mostrou a que veio. Nem o porquê de mais uma contratação inexplicável.

Verdade que o Sport cai com a ausência de Marcão. Mas não dá para ser tão apático sem ele. Assombrado quando os adversários marcam a saída de bola. E sem tentar responder na mesma moeda. Como se o medo do fantasma do rebaixamento deixasse todos congelados.

E olha que o time ainda não entrou no Z-4, o que pode ocorrer na final de semana. Claro, se continuar jogando dessa forma.

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