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Maradona, Pelé e o maior de todos

É hora de o Brasil relembrar mais o que o Rei do futebol fez. Aproveitar um pouco mais do maior jogador do século. Enquanto pode

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Publicado em 26/11/2020 às 12:19
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PATRICK KOVARIK / AFP
MARADONA - FOTO: PATRICK KOVARIK / AFP
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Por Carlyle Paes Barreto, da Coluna Planeta Bola

As homenagens em todo mundo, especialmente em Buenos Aires, reflete o que foi Maradona. Capaz de juntar e abraçar torcedores dos arquirrivais Boca Juniors e River Plate. E, bem ao lado, fazendo fãs do mesmo clube brigarem na fila do velório. O craque era assim. Amor e ódio correndo paralelamente. Sutileza em dribles e rompantes agressivos contra adversários. Paixão em campo e trapaça fora dele. Sem dúvida, o maior de todos. Como personagem. Atrás de Pelé como jogador, como atleta. Mas bem na frente no quesito adoração. E aí não é culpa do Rei. É de seus súditos.

Embora Pelé seja mais recluso, não expondo seu lado pessoal como o argentino, ele é mais questionado que reverenciado no Brasil. Após a aposentadoria, claro. Bem diferente do que ocorre no país vizinho.

Até porque Maradona nunca se escondeu. Mesmo fora de si, foi a jogos. A Copa do Mundo. Visitou chefes de Estado e falou o que queria. Politicamente correto ou não. Enquanto Edson Arantes do Nascimento sempre foi mais protocolar. Talvez pelas eternas cobranças de se posicionar por qualquer assunto social.

Mas até pelo exemplo da Plaza de Mayo, da Casa Rosada, está na hora de relembrar mais o que Pelé fez. E não criticar pelo que deixou de fazer. E aproveitar um pouco mais do maior jogador do século. Enquanto pode.

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