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Abandono de jogo: marco no combate ao racismo no futebol

Ao paralisar jogo importante, atletas do PSG e Istambul podem estar mudando a forma como a discriminação vem sendo encarada no futebol

Carlyle Paes Barreto
Carlyle Paes Barreto
Publicado em 09/12/2020 às 10:16
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FRANCK FIFE/AFP
Champions é o foco da recuperação de Neymar - FOTO: FRANCK FIFE/AFP
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Por Carlyle Paes Barreto, da Coluna Planeta Bola

Na frieza da lei, talvez a atitude do árbitro romeno em relação ao camaronês Webo não seja enquadrada como racismo, ao identificar o atleta como "jogador negro“ que estaria reclamando da arbitragem. Mas a resposta dos times do PSG e do Istambul foi fantástica.

Mesmo que o romeno não tenha sido racista, nem ter tido a intenção de ofender, o futebol estava precisando de uma reação deste tipo. Depois de passar pano inúmeras vezes após atos absurdos contra atletas negros, pardos, latinos, judeus. Dentro e fora de campo.

Chamados de macacos, alvos de cascas de bananas ou de cartazes ofensivos, centenas de jogadores vêm sofrendo agressões ao longo dos anos. Sem a proteção devida em vários países. E com a conivência de árbitros.

Todos temendo radicalizar a situação, como paralisar um jogo até achar e retirar o agressor do estádio. Ou mesmo expulsar jogador, se ele foi o pivô da ofensa. Mas o PSG e o Istambul foram além. Deixaram o campo numa partida decisiva da maior e mais poderosa competição interclubes do planeta. Um marco.

Certamente gerando debates internos sobre o combate a este tipo de crime. E não é apenas com protocolares campanhas publicitárias. É punindo clubes, torcedores, jogadores preconceituosos, mal educados e racistas. Árbitros também, evidentemente.

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