Política

No Governo Bolsonaro, além da saúde, agora a educação também carece de gestão

Abraham Weintraub deixou o cargo de ministro da educação na última quinta-feira (19)

JC
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Publicado em 19/06/2020 às 6:50
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CAROLINA ANTUNES/PR
O ex-ministro da Educação (Abraham Weintraub) e o presidente Bolsonaro - FOTO: CAROLINA ANTUNES/PR
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Considerado a Bíblia dos estrategistas, o livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu (544 a.C. - 496 a.C. ) prega que “O comandante fraco não tem pulso, suas instruções não são claras, oficiais e soldados não têm rotina, a formação das tropas é em ziguezague, sempre ocorre o caos”.

É o que temos visto no governo do presidente Jair Bolsonaro. Falta comando, falta pulso, e os comandados quase sempre são uma tropa à parte. É preciso cuidar. Como alerta o escritor chinês: “sem vanguarda as tropas fracassam”.

Eu não preciso - como se diz na linguagem popular: “chover no molhado” - citar, por exemplo, desencontradas ações no Ministério da Saúde no enfrentamento da pandemia do coronavírus, que já infectou quase 1 milhão de pessoas, tirando a vida de mais de 47 mil brasileiros.

É importante chamar a atenção do nosso leitor para o fato de que além da Saúde, a Educação também carece de gestão. Padece da falta de gestor. As patéticas cenas do então ministro Abraham Weintraub falando mal do educador pernambucano Paulo Freire (1921-1997), os erros nas provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), os incalculáveis deslizes gramaticais, tudo isso mostrou que a educação brasileira está no mínimo estagnada na gestão do atual governo.

Quem sabe teremos uma virada de rumo e o próximo ministro seja menos ideológico e mais pedagógico. Se ao menos for bem educado já será possível comemorar algum avanço.

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