PANDEMIA

Bolsonaro esperou quase dois anos para começar a proteger povos indígenas contra a covid-19

Agora que o comitê passa a funcionar, seria prudente que também viessem se juntar às suas ações o enfrentamento a outro vírus, os garimpos ilegais e os garimpeiros irregulares

Romoaldo de Souza
Romoaldo de Souza
Publicado em 11/01/2022 às 9:01
DIVULGAÇÃO/FUNAI
Indígenas awá-guajás, do Maranhão - FOTO: DIVULGAÇÃO/FUNAI
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“Antes tarde do que nunca” não é assim o ditado popular? Pois é, hoje vou comentar uma decisão que já poderia ter sido tomada há tempos, mas que somente ontem foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que editou decreto criando o Comitê Gestor dos Planos de Enfrentamento da covid-19 para Povos Indígenas.

Em outras palavras, o governo esperou quase dois anos de pandemia para criar um grupo que vai instituir políticas de proteção aos indígenas no enfrentamento do vírus. Foram necessárias mais 800 mortes de povos indígenas para que o comitê saísse do papel.

Esse mesmo comitê vai cuidar da imunização dos povos indígenas que segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, “é preciso dispensar toda a proteção possível às comunidades, embora mais de 70% dos indígenas esteja totalmente imunizados com a primeira e a segunda doses”.

Agora que o comitê passa a funcionar, seria prudente que também viessem se juntar às suas ações o enfrentamento a outro vírus, os garimpos ilegais e os garimpeiros irregulares.

Pense nisso!

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