Romoaldo de Souza

Presidente Lula reconhece ineficiência do governo para proteger os Yanomami

Lula "resgata" Marta Suplicy que agora deve ser vice na chapa de Guilerme Boulos

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Romoaldo de Souza

Publicado em 09/01/2024 às 20:54 | Atualizado em 09/01/2024 às 20:55
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LULA LEVOU MARTA A SER VICE DE BOULOS
Essa novela da traição envolvendo a então secretária Marta Suplicy, das Relações Internacionais da cidade de São Paulo, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) fez lembrar os versos de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), em sua magnifica Quadrilha!

E antes de falar da poesia, resta importante destacar que o título da poesia do mineiro de Itabira tem a ver com troca de casais e não com a corrupção no ex-partido de Marta Suplicy.

“Para mim, como filiada e mandatária popular, os crimes que estão sendo investigados e que são diária e fartamente denunciados pela imprensa constituem não apenas motivo de indignação, mas consubstanciam um grande constrangimento”, disse quando era senadora pelo PT de São Paulo.

… E DRUMMOND?
Bem, o poeta mineiro entra com o seu poema, a Quadrilha:
“João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.”

Ricardo Nunes não gostou de saber, pela imprensa, que estava sendo apunhalado pelas costas. Descobriu cedo, antes mesmo de ler da carta de demissão de Marta Suplicy:

“Neste momento em que o cenário político de nossa cidade prenuncia uma nova conjuntura, diferente daquela em que, em janeiro de 2021, tive a honra de ser convidada por Bruno Covas para assumir a Secretaria Municipal de Relações Internacionais, encaminho, nesta data, de comum acordo, meu pedido de demissão deste cargo,” disse a ex-senhora Suplicy, agora livre para voltar ao PT que tanto criticou.

GOVERNO FRACASSA E YANOMAMI CORREM RISCO
Um ano e dez dias de governo e ontem foi que o presidente da República se deu conta que a política não se faz só com posts de engajamento nas redes sociais.

Lula reuniu um grupo de ministros e determinou que “toda a estrutura do governo” será acionada para proteger os Yanomami.

“Nós vamos ter que fazer um esforço ainda maior. Utilizar todo o poder que a máquina pública pode ter porque não é possível que a gente possa perder uma guerra para o garimpo ilegal, que a gente possa perder uma guerra para o madeireiro ilegal”, afirmou.

NOVELA DA REONERAÇÃO
“Em sinal de respeito”, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que pretende aguardar o retorno dos senadores a Brasília, na primeira semana de fevereiro, “para que juntos, esta Casa e o ministro [Fernando] Haddad, possamos dialogar sobre a medida provisória”, que trata da reoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia.

Líderes que estiveram ontem, comendo pão de queijo com o senador mineiro, disseram à coluna que “a tendência de [Rodrigo] Pacheco é de devolver a medida provisória”, mas, antes, por uma deferência, vai conversar com o ministro da Fazenda.

LEWANDOWSKI QUER MINISTÉRIO DE PORTEIRA FECHADA
Para assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski fez algumas exigências e, por isso mesmo, o presidente Lula ainda não bateu o martelo.

Lewandowski não quer nem ouvir falar em dividir o ministério em dois, quer autonomia para nomear os diretores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, quer indicar o secretário-executivo e ao menos duas secretárias: Segurança Pública, hoje ocupada por Tadeu Alencar (PSB) e de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, sob o comando de Marta Machado, da Fundação Getúlio Vargas.

PENSE NISSO!
Ponto para o centrão, esse ajuntamento de parlamentares de centro, como o nome determina.

Enquanto o presidente Lula descia a rampa do Congresso Nacional, acompanhado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, do deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, eles pararam para tirar uma foto ao lado de uma réplica da Constituição e Lula remoendo um assunto. A ausência do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL)

- Essa história de que tinha assuntos de saúde na família, não dá pra engolir, pensou o presidente. Ponto para Lula.

Arthur Lira nem foi nem mandou ninguém representando a Câmara dos Deputados no apoteótico ato chamado de “Democracia Inabalada”.

Pense nisso!

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