Após duras críticas, polícia decreta silêncio no Caso Beatriz

Publicado em 31/03/2016 às 11:21
Beatriz Mota, de 7 anos, foi encontrada com uma faca cravada na barriga dentro de um armário no colégio particular. Foto: Arquivo Pessoal
FOTO: Beatriz Mota, de 7 anos, foi encontrada com uma faca cravada na barriga dentro de um armário no colégio particular. Foto: Arquivo Pessoal
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Menina de 7 anos foi encontrada com uma faca cravada na barriga dentro de um armário no colégio particular. Foto: Arquivo Pessoal Menina de 7 anos foi encontrada com uma faca cravada na barriga dentro de um armário no colégio particular. Foto: Arquivo Pessoal A Polícia Civil de Pernambuco decretou, na manhã desta quinta-feira (31), sigilo nas investigações sobre o assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos. A decisão foi tomada após duras críticas feitas por advogados do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, onde o corpo da vítima foi encontrado. De acordo com a defesa, o delegado Marceone Ferreira teve conduta inadequada ao apontar funcionários da instituição particular como suspeitos de envolvimento do crime - mesmo sem provas suficientes. Em uma curta nota oficial, encaminhada pela assessoria de comunicação da Polícia Civil, foi informado que o delegado só irá se pronunciar oficialmente quando as investigações forem concluídas ou quando algum suspeito for preso. A última coletiva aconteceu na terça-feira, quando o delegado afirmou que cinco pessoas estavam entre os suspeitos por apresentarem contradições em depoimentos. O perito Gilmário Lima também afirmou que a menina não teria sido morta no local onde o corpo foi encontrado - um armário no vestiário esportivo. A morte de Beatriz aconteceu em dezembro do ano passado. Desde então, as investigações se arrastam, com troca de delegados e sem nenhuma prova concreta em relação à autoria do crime. A polícia chegou até a divulgar um número de WhatsApp para denúncias, como envio de fotos e vídeos, em relação ao caso, mas não foi suficiente para capturar o executor do crime. O caso Beatriz foi encontrada morta, com uma faca cravada na barriga, durante festa de formatura. De acordo com a polícia, os pais da criança, que também estavam no evento, notaram o desaparecimento da menina e a chamaram pelo microfone do palco que estava montado na quadra do colégio. As pessoas se mobilizaram e formaram duplas para procurar pela menina, cujo corpo estava dentro de um armário no vestiário esportivo. Federalização No início de fevereiro, os pais da criança fizeram um apelo à presidente Dilma Rousseff para que a Polícia Federal assumisse o caso.  Caberá ao Superior Tribunal de Justiça analisar o pedido, que precisa de requerimento do procurador-geral da República. Ainda não houve resposta sobre o assunto.

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