Laudo da Polícia Federal surpreende e inocenta acusado do Caso Betinho

Publicado em 26/05/2017 às 13:35
Betinho foi encontrado morto no apartamento onde morava, em maio de 2015. Foto: Reprodução
FOTO: Betinho foi encontrado morto no apartamento onde morava, em maio de 2015. Foto: Reprodução
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Betinho foi encontrado morto no apartamento onde morava, em maio de 2015. Foto: Reprodução O laudo dos peritos da Polícia Federal de Pernambuco traz à tona uma reviravolta dois anos após o assassinato do coordenador pedagógico José Bernardino da Silva Filho, conhecido como Betinho do Agnes. A principal prova apresentada pela Polícia Civil para indiciar um dos suspeitos do crime está sendo questionada. Peritos federais não encontraram digitais de Ademário Gomes da Silva Dantas, 21 anos, no cômodo da residência da vítima, ao contrário do que afirmaram os peritos papiloscopistas de Pernambuco. O Ronda JC teve acesso aos laudos na manhã desta sexta-feira (26). Como antecipou o blog, a nova perícia aconteceu a pedido da defesa de Ademário. Por determinação da Justiça, a Polícia Federal entrou no caso apenas para fazer o exame. Os resultados serão apresentados em detalhes na tarde desta sexta-feira em nova audiência de instrução e julgamento do processo. A defesa do acusado ainda questionou divergências entre os laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto de Medicina Legal (IML) com relação à hora da morte de Betinho. Com o resultado divergente, caberá agora uma análise do Ministério Público e da Justiça para decidir qual laudo será considerado. Vale lembrar que esse processo corresponde apenas à acusação contra Ademário, já que o outro acusado, na época com 17 anos, responde a medida socioeducativa, na Vara da Infância e Juventude da Capital. Os dois acusados eram alunos do Colégio Agnes, onde Betinho trabalhava. Caso Betinho Segundo o delegado Alfredo Jorge, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP),os autores da morte de Betinho teriam sido Ademário, que é filho de um dos diretores do Colégio Agnes, e um jovem, então com 17 anos. Digitais de ambos foram achadas no apartamento da vítima, na Avenida Conde da Boa Vista, área central do Recife. As digitais do menor foram identificadas em uma das armas do crime, um ferro de passar roupa que foi utilizado para torturar o professor. O professor que morava sozinho, foi encontrado amarrado nos pés e no pescoço, com fios de eletrodomésticos, e morreu devido a golpes de ferro de passar na cabeça, segundo a polícia. Leia também: Caso Serrambi: quem matou Tarsila e Maria Eduarda? Caso Sérgio Falcão: mistério perto do fim? Caso Arturo Gatti: morte de lutador completa sete anos ainda com muitas dúvidas Delegado preso por dirigir bêbado, bater em carro e xingar PMs Vídeo mostra delegado xingando PMs após ser detido por embriaguez

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