Após quatro anos, Canibais de Garanhuns vão a júri popular novamente

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 06/02/2018 às 9:00
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[caption id="attachment_143" align="alignnone" width="748"]"" Trio é acusado de assassinatos, esquartejamento, canibalismo e ocultação de cadáver. Crédito: Ascom TJPE[/caption]A justiça definiu a data do novo júri popular para o trio que ficou conhecido mundialmente como os "Canibais de Garanhuns". Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva vão sentar no banco dos réus em 26 de abril deste ano. Eles serão julgados por dois assassinatos praticados em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.Essa é a segunda vez em que o trio irá a júri popular. Agora, serão julgados pelas mortes de Alexandra Falcão, 20 anos, e Giselly Helena, 31. Os crimes aconteceram há quase quatro anos. Segundo as investigações, ambas foram atraídas com promessas de emprego de babá e chegaram a morar com os réus. Elas foram assassinadas a facadas, depois tiveram os corpos esquartejados. O trio ainda confirmou que praticava canibalismo. Em depoimento à polícia, gravado e disponível na internet, Isabel ainda disse que os restos mortais teriam sido usados em salgados, como coxinhas e empadas, vendidos na cidade.[caption id="attachment_4048" align="alignnone" width="452"]"" Vítimas dos canibais foram atraídas com promessas de emprego[/caption]Os três estão sendo julgados por homicídio triplamente qualificado, ocultação e vilipêndio a cadáver. A sessão será presidida, a partir das 8h, pela juíza Pollyanna Maria Barbosa Pirauá Cotrim, da 1ª Vara Criminal de Garanhuns.Em 2014, Jorge, Bruna e Isabel foram condenados pela primeira vez pelo homicídio quadruplamente qualificado da Jéssica Camila da Silva Pereira, de 17 anos, em Olinda. Essa teria sido a primeira vítima do trio. Jorge, considerado o mentor dos crimes, pegou a maior pena: 23 anos de reclusão. Isabel e Bruna pegaram 20 anos de prisão cada uma.Em depoimentos, os acusados alegaram que os crimes faziam parte da proposta de uma seita chamada Cartel, que tinha por objetivo diminuir a densidade demográfica. Para isso, deveriam exterminar mulheres que tivessem filhos, mas sem condições de criá-los. A seita foi criada por Jorge.Os Canibais de Garanhuns foram presos em 2012, após a polícia descobrir que eles estavam usando os cartões de crédito de uma das vítimas. Quando chegaram à casa deles, uma criança - filha de Jéssica - apontou para o quintal e disse que ali estavam os corpos das vítimas.Atualmente, Jorge Negromonte está preso na Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá. Bruna Cristina e Izabel Pires estão presas na Colônia Penal Feminina de Buíque.LEIA TAMBÉMHá dois anos no STJ, pedido de novo júri para o Caso Serrambi segue indefinidoCaso Itambé: PMs pedem absolvição em processo. Justiça negaAcusado de assassinar a estudante Remís Costa vira réu

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