Após um ano, processo do assassinato da estudante Remís Costa está parado

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 19/12/2018 às 6:51
Remís Costa foi morta pelo namorado após uma discussão. Ele confessou o crime. Foto:  Internet/Reprodução
Remís Costa foi morta pelo namorado após uma discussão. Ele confessou o crime. Foto: Internet/Reprodução
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[caption id="attachment_3814" align="alignnone" width="748"]"" Remís Costa foi morta pelo namorado após uma discussão. Ele confessou o crime. Foto: Internet/Reprodução[/caption]O assassinato da estudante de pedagogia Remís Costa, de 24 anos, completou um ano no último dia 17. Mas o processo que pode resultar na condenação do namorado da vítima, o auxiliar de pedreiro Paulo César de Oliveira Silva, continua parado na Justiça desde abril.De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), naquele mês a  1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital atendeu ao pedido da defesa e determinou que o acusado passasse por exames psiquiátricos para apontar se, no dia do feminicídio, ele apresentava algum tipo de transtorno mental. Até agora esse laudo não foi entregue.Paulo foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, sem chance de defesa da vítima e feminicídio) e ocultação de cadáver. O auxiliar de pedreiro, que confessou a morte de Remís, está preso no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP).Segundo a polícia, o crime foi motivado por uma briga por causa de um celular. O réu teria colocado a mão no pescoço da vítima, apertando com força, dificultando qualquer forma de defesa. Ao invés de socorrê-la, ele concluiu que havia matado a namorada e saiu de casa, retornando na madrugada do dia seguinte para enterrar o corpo.Os restos mortais de Remís foram encontrados numa cova rasa, a poucos metros da casa do namorado, no bairro da Caxangá, no Recife, em 23 de dezembro. Paulo foi preso no mesmo dia, escondido na casa dos pais, em Vicência, Interior de Pernambuco.PROCESSODe acordo com o TJPE, o processo só terá continuidade após o laudo psiquiátrico ser entregue à  1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. Se os exames apontarem que Paulo César é inimputável, ele não irá a júri popular. Por lei, a Justiça deve aplicar uma medida de segurança: ele seguirá para um manicômio judiciário (HCTP), onde deve passar no máximo três anos internado.Caso o laudo aponte que o acusado é imputável, ou seja, que não possui doença mental, o réu começa a apresentar a resposta à acusação e terá início a fase de audiências de instrução e julgamento do processo para que o magistrado decida se Paulo irá a júri popular pelo assassinato.LEIA TAMBÉMCaso Serrambi está encerrado. Justiça decide que kombeiros são inocentes69% dos homicídios registrados em Pernambuco em 2017 não foram esclarecidosCaso Aldeia: funcionários de condomínio investigados por falso testemunho

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