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Covid-19 não é doença somente de idosos, alerta OMS

Medidas de prevenção e tratamento devem ser empregadas por governos e pessoas também no caso de adultos saudáveis e até mesmo de crianças

Agência Brasil
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Publicado em 18/03/2020 às 20:39
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KAZUHIRO NOGI/AFP
Crianças podem desenvolver doenças, mas a maioria está infectada com doenças mais leves - FOTO: KAZUHIRO NOGI/AFP
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, nesta quarta-feira (18), que a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, não atinge somente idosos. Medidas de prevenção e tratamento devem ser empregadas por governos e pessoas também no caso de adultos saudáveis e até mesmo de crianças.

A entidade reiterou que a maior taxa de mortalidade vem ocorrendo entre a faixa acima dos 60 anos, mas esse fato não pode justificar uma tranquilidade e um descuido no restante da população. As providências, acrescentaram os representantes da organização, devem ser tomadas por todas as pessoas.

"Nos dados, o número de casos com crianças é mais baixo do que em adultos. Elas podem desenvolver doenças, mas a maioria está infectada com doenças mais leves. Mas sabemos que crianças são suscetíveis. Na China, várias evoluíram para estados mais graves. E há o registro de uma morte na China", declarou a chefe da área de doenças da OMS, Maria Van Kerkhove.

"Não é uma doença somente dos idosos. Pessoas mais jovens experimentam doença menos severa, mas temos que observar todos, até os casos mais leves. Todo caso suspeito deve ser testado. Se mostrar sintomas deve ser testado", acrescentou o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan. Na Coreia do Sul, exemplificou, 20% das mortes tiveram como vítimas pessoas idosas.

A ampliação dos testes tem sido um desafio para governos. Mas para o diretor-executivo, a aplicação insuficiente de testes está mais relacionada às estratégias dos governos do que à ausência de kits e insumos por parte dos laboratórios. "Se você vai testar cada caso suspeito, os países vão ter a capacidade", afirmou.

A chefe da área técnica da OMS ressaltou que países devem procurar como ampliar a oferta de testes. "Países precisam usar os fundamentos, mas pensar em formas inovadoras de encontrar as pessoas e enfrentar a disseminação. Já há casos, por exemplo, de exames em 'drive thrù [termo utilizado para coleta direta no carro de alimentos em lanchonetes]", disse Maria Van Kerkhove.

Casos

A última atualização da OMS, desta quinta-feira (18), contabilizou 193.475 casos confirmados, com 7.864 mortes. Desde o início da pandemia, 164 países registraram casos. A China mantém-se com o maior número de casos (81.151), seguida de Itália (31.506), Irã (16.169), Espanha (11.178) e Coreia do Sul (8.413).

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