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Coronavírus: remédio antimalária, da década de 1930, traz esperança contra a doença

Hipótese inicial é que a medicação pode evitar ou reduzir a gravidade de covid-19

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 19/03/2020 às 19:20
SERGEJS RAHUNOKS/FREEPIK
Várias medicações já existentes estão sendo estudadas para prevenir e/ou tratar a covid-19 - FOTO: SERGEJS RAHUNOKS/FREEPIK
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Pesquisadores dos Estados Unidos iniciaram estudos para testar se medicamentos genéricos de baixo custo podem ser usados para tratar a covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus para a qual ainda não tem remédio nem vacina. 

Entre os fármacos em estudo, está a hidroxicloroquina, usada para tratar a malária desde os anos 1930. A hipótese inicial é que a medicação pode evitar ou reduzir a gravidade de covid-19. O teste será feito com 1,5 mil pessoas liderado pela Universidade de Minnesota e foi iniciado nesta semana.

Em nota, a farmacêutica EMS diz que "o sulfato de hidroxicloroquina, utilizado no tratamento da malária e que está em avaliação pela FDA (Food and Drugs Administration) com possível potencial para combater o coronavírus, é produzido no Brasil pela EMS". A farmacêutica ainda acrescenta que possui o registro do genérico "sulfato de hidroxicloroquina" desde 2018.

Diante das notícias sobre uso de medicamentos que contêm hidroxicloroquina e cloroquina para tratar a covid-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que não há estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento do novo coronavírus. 

Dois outros testes avaliam o medicamento losartana, usado para controlar a pressão arterial, como tratamento possível para a doença causada pelo novo coronavírus.

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A hidroxicloroquina, que tem um efeito antiviral direto, suprime a produção e liberação de proteínas envolvidas nas complicações inflamatórias de várias doenças virais.

Segundo especialistas, a maioria das pessoas infectadas pelo novo coronavírus só desenvolve sintomas leves, mas cerca de 20% podem ter problemas severos que exigem hospitalização. A vacina deve demorar um ano ou mais para ter uma vacina. Por isso, é necessário também correr contra o tempo para produzir um medicamento contra a doença. 

E aqui vale o alerta: os estudos estão em andamento. Por isso, nada de comprar medicamentos sem a validação da ciência nem mesmo sem indicação médica.

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