Coronavírus

OMS quer distribuir mais 2 bilhões de vacinas contra a COVID-19, até 2021

Cerca de 165 países tem interesse de financiar vacina

Jorge Nunes
Jorge Nunes
Publicado em 15/07/2020 às 17:43
DAY SANTOS/JC IMAGEM
. - FOTO: DAY SANTOS/JC IMAGEM
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A Organização Mundial da Saúde informou nesta quarta-feira (15), que 165 países estão envolvidos diretamente no projeto Covax Facility , uma ação global que pretende garanti acesso rápido, justo e igualitário às vacinas do novo coronavírus, que vale ressaltar ainda estão sendo desenvolvidas. O projeto tem como principio, o compartilhamento de informações relacionadas à doença, e o investimento na criação antecipada de rede, que no futuro facilite a distribuição em grande escala, da vacina.

A iniciativa é faz parte de uma parceria que a entidade fez com a Aliança Global para Vacinas e Imunização (GAVI), e a Coalização para Inovações em Preparação Para Epidemias (CEPI). A GAVI é uma empresa pertencente a Bill Gates, que visa a o combater a epidemia e facilitar a distribuição das vacinas em países com baixa renda. A CEPI por sua vez, foi criada em 2017, é uma instituição filantrópica, para evitar pandemias e desenvolver vacinas.

“A Covax é a única solução verdadeiramente global para a pandemia da COVID-19”, disse Seth Berkley – CEO da GAVI. “Mesmo para os países que podem pagar suas próprias doses, fazer parte desse projeto significa garantir uma distribuição igualitária, sem precisar existir uma fila como vimos na H1N1. Esse mecanismo representa também um meio de produzir os riscos associados a candidatos individuais que eventualmente possam criar vacinas sem causas.”

75 países já se mostraram interesse em financiar suas próprias vacinas, e em torno de 90 países de baixa renda estão dispostos a colaborar e assim receberem doações para distribuírem as doses. O Brasil está no primeiro grupo, onde tem capacidade de arcar com custos de compra e distribuição. Há representantes de todos os continentes, e mais da metade do G20.

“Esse nível inicial de interesse representa um tremendo voto de confiança na Covax e nosso objetivo comum em proteger as pessoas em todo o mundo”, disse o inglês. Richard Hatchett, CEO da Cepi “A Covax acelerará a disponibilidade de vacinas seguras e eficazes por meio de investimentos iniciais na fabricação e maximizará as chances de sucesso, apoiando um amplo e diverso portfólio de candidatos a encontrar a vacina. Com a Covax, nossa intenção é vacinar os 20% mais vulneráveis de todas as populações dos países que participam, independente do nível de renda, até o final de 2021. Garantir acesso justo não é apenas uma questão de qualidade, é a maneira mais rápida de acabar com a pandemia”.

A Covax tem como principal objetivo, o de distribuir cerca de 2 bilhões de doses da vacina até o final de 2021, é importante deixar claro que as doses da vacina somente serão distribuídas assim que houver uma aprovação regulatória e for pré-qualificado pela OMS. As vacinas serão entregues igualmente a todos os países participantes, proporcionais a suas populações, priorizando inicialmente os profissionais de saúde e expandindo-os para cobrir 20% da população dos países participantes.

Doses adicionais também serão disponibilizadas de acordo com a vulnerabilidade de cada país. Haverá a dose de uso humanitário e de emergência, afim de lidar com surtos graves, antes que eles saiam do controle.
A pandemia do COVID-19, como toda a crise de saúde, também nos oferece oportunidades”, disse Soumya Swaminathan, cientista chefe da OMS. “Uma vacina acessível nos ajudará a lidar com as desigualdades da saúde sistêmica. Precisamos que todos os países apoiem a Covax, para alcançar esse objetivo e por fim a fase aguda da pandemia”

A iniciativa tem tudo para dar certo, mas agora aguarda o posicionamento de governantes e fabricantes de vacinas, para saber se os mesmos tem interesse em participar de uma produção em grande escala e para um fornecimento global. A Covax está entrando em contato com todos os 165 países, para que os mesmos efetuem o pagamento com compromisso de comprar as doses até o final de agosto.

Para assegurar os investimentos necessários, a Gavi criou um compromisso antecipado de mercado (AMC) para vacinas em desenvolvimento que forem efetivas contra a COVID-19. O primeiro AMC firmado foi um acordo de US$750 milhões entre a Gavi e farmacêutica britânica AstraZeneca para fabricar 300 milhões de doses da vacina que está sendo desenvolvida em parceria com a universidade de Oxford.

E de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a AMC já arrecadou cerca de US$ 600 milhões, e tem a meta inicial de levantar o total de US$ 2 bilhões em doações que podem vir dos governos e também da iniciativa privada. A Gavi também trabalhará com os países em desenvolvimento para garantir a disponibilidade de suprimentos, e auxiliar no treinamento para alcançar com rapidez especialmente aqueles que são do grupo de risco.

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