SAÚDE

Apesar de queda em indicativos da covid-19 em Pernambuco, médico alerta para riscos e perigo em relaxar isolamento

"Se as pessoas não tomam as precauções e fazem aglomerações, vão ocasionar o retorno de viroses, inclusive o coronavírus, porque não foi erradicado", diz Trigueiro

JC
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Publicado em 26/10/2020 às 10:19 | Atualizado em 26/10/2020 às 10:34
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Pernambuco totaliza 378.852 casos de pessoas infectadas pela covid-19 - FOTO: ACERVO/AGÊNCIA BRASIL
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Pernambuco vem, há mais de um mês, apresentando queda nos casos da covid-19, e há duas semanas nas mortes confirmadas pela doença. No entanto, segundo o médico e presidente do Sindicato dos Hospitais Particulares de Pernambuco (SINDHOSPE), George Trigueiro, indicativos não representam segurança necessária para relaxamento das medidas sanitárias. "Às vezes surge uma segunda onda", alertou o especialista, em entrevista à Rádio Jornal, na manhã desta segunda-feira (26).

"O que acontece é que as pessoas estão relaxando, estão indo para as ruas sem nenhum cuidado que está sendo preconizado, e nessas pandemias, às vezes, surge uma segunda onda. [...] Estamos vendo o problema na Europa, com França e Alemanha tentando fazer novo isolamento social. Nós aqui já vencemos, praticamente, esse estágio, porque ficamos quase três meses em casa. Foi duro, a economia sofreu um baque muito grande, o que acontece é que estamos com o índice de transmissibilidade em menos de 1 na RMR, isso não significa que devamos baixar a guarda, temos que manter o distanciamento social, o uso de máscara e a higienização das mãos, diz Trigueiro.

Ele também negou a percepção de médicos sobre um movimento de aumento de atendimentos a pessoas com sintomas de coronavírus e na disposição de leitos antes desativados em Unidades de Terapia Intersiva (UTIs) nos hospitais privados e consultórios do Recife, relatada em coluna do JC. Para ele, a procura é resultante do tempo de isolamento praticado, diminuindo número de exames e atendimentos nos hospitais.

"Os rumores que estavam surgindo nesse final de semana era que os hospitais estão lotados, que voltou a ocupação de quase 100%, mas isso não tem sido reportado, inclusive a própria Secretaria Estadual não vem recebendo essas notificações. O que acontece é que as pessoas estão indo para as ruas e procuram na segunda-feira fazer a testagem. Estamos vivenciando uma mudança de temperatura. A campanha de vacinação do H1N1, no início do ano, não foi tão satisfatória, e estão aparecendo casos virais de gripes normais", afirma o médico.

>> Veja quais bairros do Recife registram mais casos de coronavírus até agora

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