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Covid-19: Samu Recife envia mais de 6,5 mil ambulâncias para atendimento de casos graves em 2020

Ao longo de todo o ano passado, desde o início das suspeitas pela covid-19, o Samu Recife registrou 12.559 chamados por causas respiratórias, condição que inclui as pessoas com sintomas sugestivos da infecção

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 12/01/2021 às 18:50
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ANDRÉA RÊGO BARROS/DIVULGAÇÃO
Serviço já atendeu mais de 12 mil pessoas com complicações respiratórias ao longo da crise sanitária de covid-19 na capital pernambucana - FOTO: ANDRÉA RÊGO BARROS/DIVULGAÇÃO
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O Samu Metropolitano do Recife registrou 12.559 chamados por causas respiratórias ao longo de 2020, a contar do atendimento do primeiro caso suspeito de covid-19 na cidade, no dia 25 de fevereiro do ano passado. Esses chamados resultaram em 6.510 acionamentos de ambulâncias para prestar socorro a
pacientes com síndrome respiratória aguda grave (srag) suspeita da infecção pelo novo coronavírus. 

Diante do cenário vivenciado pela crise da assistência à saúde, devido à pandemia de covid-19, o Samu 192 Recife tornou-se a porta de entrada para pacientes com sintomas sugestivos da doença. Além disso, o serviço tornou-se o responsável pelo transporte entre as unidades de atendimento inicial e os hospitais de referência para o atendimento a infectados pelo vírus, na linha de frente do enfrentamento à covid-19. 

No fim de outubro do ano passado, quando Recife começou a dar os primeiros sinais de repique da covid-19, o Samu despontou, assim como no início da pandemia na capital, como um dos principais termômetros da covid-19 no Recife. Naquele mês, paralelamente à percepção de aumento de casos sugestivos da doença, em hospitais e demais serviços, o Samu voltou a registrar curva ascendente de chamados para atendimento a casos suspeitos.

"O Samu é um dos melhores observatórios de emergência de qualquer modelo da área de saúde, porque (o fenômeno) grita primeiro na gente. Apesar da investigação epidemiológica muitas vezes preceder surtos ou, até mesmo, só chegar depois para poder identificar a situação, o Samu grita antes", diz o médico Leonardo Gomes, diretor-geral do Samu Metropolitano do Recife. "No começo da pandemia, a gente apontou para a questão das ILPIs (instituições de longa permanência para idosos, onde vivem pessoas do grupo de risco para agravamento pela covid-19). Conseguimos indicar fenômenos, e isso vale para a pandemia, para acidentes e para o dia a dia", acrescenta. 

No último domingo (10), o Samu Metropolitano do Recife registrou 20 chamados por causas respiratórias, que resultaram em 13 acionamentos de ambulâncias para prestar socorro a pacientes com suspeita de covid-19.

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