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Botox e vacina contra covid-19: dermatologistas esclarecem sobre esta relação

Orientações foram feitas, em nota, pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, na segunda-feira (12)

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 13/04/2021 às 5:44
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FREEPIK/BANCO DE IMAGENS
Sociedade Brasileira de Dermatologia rebate publicações feitas com base em trabalhos sobre botox e vacina contra covid-19 que ainda não passaram por validação científica - FOTO: FREEPIK/BANCO DE IMAGENS
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Até o momento, não há evidências científicas que demonstrem que a infecção pelo novo coronavírus ou a vacinação contra covid-19, independentemente do fabricante do insumo, possam interferir na ação ou no tempo de duração dos tratamentos com toxina botulínica, popularmente conhecida como botox. O esclarecimento foi feito pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que divulgou nota sobre o tema nesta segunda-feira (12), em que rebate publicações feitas por alguns veículos de imprensa e nas redes sociais com base em trabalhos que ainda não passaram por critérios adequados de validação científica.

A SBD ressalta que esses dados não devem ser usados como fontes seguras de informações científicas. Na avaliação da entidade, conclusões definitivas sobre assuntos científicos ocorrem apenas após a realizados de estudos controlados, randomizados, com número significativo de casos e publicados em revistas científicas reconhecidas pela sua capacitação de análise dos resultados, incluindo os aspectos metodológicos envolvidos.

A presidente do Departamento de Cosmiatria da SBD, Edileia Bagatin, lembra que o fato de a covid-19 ser uma doença recente, com novidades aparecendo a cada dia, abre espaço para que indivíduos, inclusive profissionais da saúde, divulguem ideias e experiências pessoais como se fossem verdades comprovadas. Por outro lado, todas as pesquisas devem ser analisadas com rigor e critério antes da divulgação de resultados.

Segundo ela, sem essa cautela, há o risco de que informações incorretas sejam transmitidas, gerando dúvidas e angústias na população. Para a SBD, deve-se analisar todas as informações com atenção e evitar disseminar notícias que não tenham base e comprovação na ciência. Por isso, ressalta a entidade, é muito importante buscar orientação em fontes seguras e confiáveis. Em caso de dúvidas, procure um médico dermatologista, que está capacitado para esclarecê-las e indicar os tratamentos adequados para cada paciente.

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