Coronavírus

Entenda como será o funcionamento do Polo de Confecções do Agreste durante período de maiores restrições na região

A partir de terça-feira (18), novas medidas restritivas para tentar barrar o avanço da covid-19 na região serão adotadas pelo Governo do Estado

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 15/05/2021 às 17:21
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Foto: Edmar Melo/JC Imagem
O Polo de Confecções do Agreste não poderá funcionar aos sábados, domingos e segundas nas próximas duas semanas - FOTO: Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Após o Governo de Pernambuco anunciar, no início da tarde deste sábado (15), novas medidas restritivas para evitar o avanço da covid-19 no Agreste do Estado, representantes do Polo de Confecções da região revelaram como será o trabalho nos centros de compras daquela área durante o período. O novo decreto, que será publicado na segunda-feira (17), entra em vigor no dia 18, terça-feira, e segue até 31 de maio.

De acordo com o governador Paulo Câmara (PSB), as atividades econômicas terão que ser encerradas às 18h de segunda a sexta e, nos fins de semana, apenas serviços essenciais poderão funcionar, como farmácias, supermercados, postos de gasolina e feiras livres de produtos alimentícios. O Polo de Confecções não poderá abrir aos sábados, domingos e segundas.

Segundo a Prefeitura de Caruaru, a gestão municipal "mais uma vez, seguirá as restrições anunciadas pelo Governo do Estado para a Região Agreste", mas reforça que o melhor caminho para combater o coronavírus é intensificando a vacinação, "com prioridade para os municípios da IV e V Geres".

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A respeito da Feira da Sulanca, que tradicionalmente funciona às segundas-feiras, a administração informou que o Delivery Sulanca, com entregas seguindo todos os protocolos de segurança, será reativado. As demais feiras da cidade, diz a prefeitura, vão funcionar dentro dos horários determinados pelo Executivo estadual.

Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC), Ivânia Porto lamentou a nova rodada de restrições, e disse considerar a decisão do governo uma "punição" para os comerciantes da região. "Nós somos totalmente contra essas novas medidas do governo. A gente não pode ficar restringindo a área de desenvolvimento econômico enquanto outras medidas na saúde pública poderiam ser adotadas e não são. Isso é uma punição para quem gera emprego e renda", cravou.

Camilo Brito, síndico do Parque das Feiras de Toritama, afirmou que a decisão do Estado surge como um duro golpe para os lojistas da cidade, uma vez que é nessa época do ano que os comerciantes geralmente fazem mais vendas, por conta dos festejos juninos. "Ficarmos sem trabalhar nas próximas duas semanas é o mesmo que fechar tudo até outubro, porque agora a gente só vai ter feira boa em novembro. Essa decisão do governador é muito infeliz para a cidade", declarou, estimando um prejuízo de cerca de R$ 150 milhões para a feira com o fechamento. Tradicionalmente, nesta época do ano a Feira de Toritama ocorre aos sábados.

O Moda Center de Santa Cruz do Capibaribe foi procurado pela reportagem para comentar o tema, mas afirmou que só se pronunciaria depois da publicação do decreto.

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