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Escalada da covid-19 faz nove cidades de Pernambuco terem risco de ficar sem oxigênio

"A situação está muito complicada, pois as empresas não conseguem abastecer as cidades", diz presidente do Cosems/PE

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 28/05/2021 às 15:15
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FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
AJUDA Cerca de 30 mil metros cúbicos de oxigênio serão fornecidos às redes municipais de saúde - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems/PE), José Edson de Souza, alerta que nove cidades do Estado correm risco de desabastecimento de oxigênio a partir da tarde desta sexta-feira (28). Segundo ele, a reaceleração da pandemia de covid-19, especialmente do Agreste, levou os municípios a consumirem aproximadamente, nos últimos dias, cinco vezes mais oxigênio. "A situação está muito complicada, pois as empresas não conseguem abastecer as cidades. E nem é porque elas estão sem oxigênio; é porque não têm um número suficiente de veículos adequados para fazer o transporte dessas cargas", explica José Edson, que é secretário de Saúde de Gravatá, no Agreste. 

Ele destaca que estão em risco de desabastecimento, ainda na tarde desta sexta-feira (28) ou no sábado (29): Pesqueira, Sanharó, Cupira, Panelas, Carpina, São Bento do Una, Taquaritinga do Norte, Belo Jardim e Lajedo. O presidente do Cosems/PE ressalta que, entre eles, Pesqueira é o que tem menor chance de ficar sem o insumo. "Soube, há pouco, que a cidade deve receber oxigênio. E João Alfredo, que estava em risco, voltou a ficar bem."  

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informa que Pernambuco tem mantido contato permanente com os municípios e prestado o devido apoio aqueles que estão formalizando solicitações. "Após reuniões com as cidades, 149 concentradores de oxigênio foram disponibilizados e já estão sendo entregues para 44 cidades. Frisa-se que Lajedo não fez solicitação formal à SES, apesar de todos os encontros ao longo da semana e também comunicação direta com a Gerência Regional de Saúde (Geres). A Secretaria Estadual de Saúde ressalta, desta forma, a importância do diálogo transparente e da comunicação com antecedência para que o órgão estadual possa operacionalizar o apoio."

Ainda segundo a SES, a Central de Regulação Hospitalar atua para fazer o encaminhamento de pacientes de unidades municipais de menor porte para serviços de referência da rede estadual. "O Estado também tem trabalhado em parceria com os municípios para resolver situações de falta de insumos, ressaltando que os serviços sob gestão estadual estão sendo abastecidos normalmente com gases medicinais. Não há risco de desabastecimento sistêmico de oxigênio em Pernambuco, que, inclusive, possui plantas industriais que são responsáveis pelo abastecimento do gás medicinal para outros Estados do Nordeste", frisa a nota. A secretaria ressalta que, no momento, o que se nota é um problema de logística no reabastecimento dos cilindros de O2 de algumas cidades. "A SES já acionou o Ministério Público de Pernambuco para verificar se há interesses comerciais relacionados a esta questão."

A secretaria ainda assegura que, desde o início da semana, o governo de Pernambuco enviou ofício ao Ministério da Saúde solicitando apoio no enfrentamento à pandemia, com o encaminhamento de 500 concentradores e 1 mil cilindros de oxigênio, além de testes de antígeno e reforço na investigação genômica no Estado. "Contudo, até o momento, não há retorno da solicitação por parte do governo Federal", finaliza a nota. 

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