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Com 5 mil casos confirmados de chicungunha e oito bairros com risco alto de surto, Recife faz mutirão contra arboviroses

Além dos domicílios, agentes de endemias visitam 31 pontos estratégicos, como borracharias e ferros-velhos, que são locais com grande potencial de conter criadouros de mosquito

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 01/08/2021 às 14:21
Notícia
IKAMAHÃ/SECRETARIA DE SAÚDE DO RECIFE
Profissionais visitam, neste fim de semana, cerca de três mil imóveis no Alto do Mandu, em Sítio dos Pintos, na Várzea, na Cohab I e na Cohab II - FOTO: IKAMAHÃ/SECRETARIA DE SAÚDE DO RECIFE
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Neste domingo (1º), agentes de saúde ambiental e controle de endemias (asaces) da Secretaria de Saúde do Recife percorrem bairros das Zona Norte, Sul e Oeste da capital durante um mutirão contra o mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chicungunha. Os profissionais começaram os trabalhos no sábado (31) e, até este domingo, visitam cerca de três mil imóveis no Alto do Mandu, em Sítio dos Pintos, na Várzea, na Cohab I e na Cohab II.

Os locais escolhidos para receber as inspeções apresentam um maior índice de infestação do mosquito e risco de adoecimento da população, de acordo com indicadores epidemiológicos. Até o dia 10 de julho deste ano, foram notificados 12.003 casos de arboviroses, sendo 5.136 de dengue, 6.731 de chicungunha e 136 de zika. Entre essas notificações, foram confirmados 1.958 casos de dengue e 4.990 casos de chicungunha.

O último Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), realizado em julho, apresentou resultado geral no Recife de 2,1% (risco médio para surto de arboviroses). Além disso, oito bairros (Jordão, Alto do Mandu, Ibura, Dois Irmãos, Sítio dos Pintos, Cohab, Peixinhos e Linha do Tiro) apresentaram risco muito alto de infestação pelo Aedes aegypti.

Durante o mutirão deste fim de semana, o trabalho de prevenção das arboviroses envolve 24 asaces. Além dos domicílios, os agentes de endemias também visitam 31 pontos estratégicos, como borracharias e ferros-velhos, que são locais com grande potencial de conter criadouros de mosquito. Nesses ambientes, eles verificam, por exemplo, se há depósitos que acumulam água, e também realizam aspirações de alados (mosquitos adultos), além de fazer tratamento químico com inseticida.

De janeiro até agora, os asaces da Prefeitura do Recife visitaram mais de 1,2 milhão de imóveis e cerca de 9,4 mil pontos estratégicos de monitoramento. A Sesau também recolheu mais de 4.611 pneus em desuso que poderiam servir de criadouros para as larvas do mosquito.

Denúncias

Durante o mutirão, os agentes de endemias também fazem inspeções de denúncias de possíveis focos de mosquitos que foram recebidas pelo Conecta Recife, através da ferramenta digital ‘Bora se Cuidar contra o Mosquito’. A plataforma, que está disponível no site Conecta Recife (conectarecife.recife.pe.gov.br) ou app Conecta Recife, permite que os moradores do Recife acionem a Vigilância Ambiental de forma rápida e eficiente para vistoriar áreas com possíveis focos do transmissor da dengue, chicungunha e zika. Essa é uma das estratégias da Prefeitura inseridas no Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2021, lançado em junho. Desde então, já foram recebidas mais de 989 denúncias.

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