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"É um equívoco", diz secretário sobre intervalo de 21 dias para doses da Pfizer; Pernambuco mantém os 60 dias

Anúncio foi feito pelo secretário Estadual de Saúde, André Longo, na tarde desta quinta-feira (21), em coletiva de imprensa

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 21/10/2021 às 17:43
HÉLIA SCHEPPA/SEI
O período de apenas 21 dias entre as primeiras e segundas doses da Pfizer é uma das explicações apontadas por especialistas para o repique da doença em alguns países", disse André Longo - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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Pernambuco decidiu manter o intervalo de 60 dias entre a aplicação da primeira e segunda dose da vacina contra covid-19 da Pfizer/BioNTech. A decisão, tomada pelo Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação, após reunião com gestores municipais na Comissão Intergestores Bipartite (CIB), foi anunciada pelo secretário Estadual de Saúde, André Longo, na tarde desta quinta-feira (21), em coletiva de imprensa.

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"Membros do Comitê Técnico Estadual enxergam a redução do intervalo entre as doses da Pfizer como um equívoco técnico, porque diminui a efetividade da vacina e a resposta imunológica do nosso organismo. Inclusive, esse período de apenas 21 dias entre as primeiras e segundas doses da Pfizer é uma das explicações apontadas por especialistas para o repique da doença em países como Inglaterra e Israel", explicou André Longo.

Na última terça-feira (19), a prefeita de Caruaru (cidade do Agreste do Estado), Raquel Lyra, anunciou a antecipação do intervalo da segunda dose da Pfizer para 21 dias. "Para realizar a ação, vamos usar as doses que estão em estoque. Por isso, a ação tem quantidade de doses limitadas. Com isso, fica sujeita à disponibilização de mais doses da vacina pelo Ministério da Saúde", disse, na ocasião, a secretária de Saúde de Caruaru, Bárbara Florêncio. 

A orientação do secretário é que os municípios que adotaram a redução revejam a medida de forma imediata e voltem a aplicar a segunda dose apenas após 60 dias do início do esquema vacinal.

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