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Surto no Recife: sobe para 161 o número de casos de lesões com coceira na pele; causa ainda é desconhecida

Pacientes começaram a passar por biópsia de pele, a fim de se descobrir a origem das lesões

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 25/11/2021 às 19:20
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TV JORNAL/REPRODUÇÃO
A capital emitiu alerta sobre o surto na última semana - FOTO: TV JORNAL/REPRODUÇÃO
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A capital pernambucana continua a registrar casos de pessoas com "lesões cutâneas (de pele) a esclarecer", mas ainda não tem previsão para concluir a investigação sobre a causa do surto na cidade. Os sinais e sintomas mais comuns são lesões na pele e coceira intensa. Alguns pacientes relatam melhora rápida do quadro, com duração de dois a três dias. Contudo, outras pessoas apresentam uma manifestação mais intensa dessas lesões, ainda com causa desconhecida. Até agora, 161 casos foram registrados na cidade. 

A Secretaria de Saúde (Sesau) diz que mantém contato com a Secretaria Estadual de Saúde, com o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), com um médico epidemiologista e um infectologista, além de um grupo de dermatologistas, com o objetivo de obter conclusões sobre os casos. As investigações estão sendo feitas por meio de exames laboratoriais e de ações nas localidades, como a captura de mosquitos e de ácaros. Nesta quinta-feira (25), foi feita biópsia da pele em um dos pacientes acometidos pelas lesões e coceiras. Ele foi examinado pela dermatologista Ângela Rapela, professora da Universidade de Pernambuco (UPE). A Sesau diz que não há previsão para sair o resultado do exame. 

A maior parte dos pacientes relata o surgimento de lesões na pele, geralmente no tronco e nos braços, acompanhadas de prurido (coceira). É importante destacar que, até agora, não houve o registro de agravamento associado a esses quadros. Como as investigações ainda estão em andamento, a Sesau reforça a importância de que as pessoas não se automediquem e mantenham as mãos higienizadas. Recomenda-se buscar uma unidade de saúde para receber o atendimento médico e tratar os sintomas.

Para os profissionais de saúde, a orientação é de que os casos suspeitos sejam notificados em até 24 horas, conforme alerta epidemiológico enviado para as redes pública e privada de saúde do Recife no dia 18 de novembro.

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