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'Flurona': Pernambuco confirma 31 casos de coinfecção por influenza e coronavírus

Entre as pessoas que apresentaram a coinfecção (adoecimento, de forma simultânea, pelos dois vírus), uma evoluiu para um quadro de síndrome respiratória aguda grave

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 06/01/2022 às 19:08
BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Transmissão dos vírus respiratórios continua em aceleração no Estado - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Do total de pacientes com quadros respiratórios em Pernambuco, neste atual surto de gripe, 31 positivaram para o influenza H3N2 e também para o coronavírus, sem ocorrência de óbito. Entre as pessoas que apresentaram a coinfecção (adoecimento, de forma simultânea, pelos dois vírus), que está sendo chamada de "flurona", uma evoluiu para um quadro de síndrome respiratória aguda grave (srag). Trata-se de um homem de 77 anos, do município de Vitória de Santo Antão (Zona da Mata Sul de Pernambuco), que teve o início dos sintomas na segunda quinzena de dezembro de 2021.

Os casos de coinfecção (17 homens e 14 mulheres) são das cidades de Abreu e Lima (1), Caruaru (4), Cupira (1), Igarassu (1), Jaboatão dos Guararapes (4), Paulista (1), Recife (16), Salgueiro (2) e Vitória de Santo Antão (1). As faixas etárias são: 0 a 9 (1), 10 a 19 (2), 20 a 29 (8), 30 a 39 (9), 40 a 49 (3), 50 a 59 (3) e 60 e mais (5).

"Apesar de terem criado agora até um nome para a coinfecção de covid e influenza (flurona), nós sabemos que isso não é algo novo. Os primeiros registros se deram com a introdução da própria covid-19 ainda em 2020, com notificação de casos em diversos lugares", explicou o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo. "Como ficamos, por um longo tempo, sem nenhuma circulação do vírus da influenza, isso ficou até esquecido. Mas agora, com a forte aceleração da contaminação, estamos vendo novos casos. Não há indício, porém, que a coinfecção aumente a gravidade dos casos, porque, ao contrário do que se faz sugerir por vezes, não há um duplo efeito", acrescentou Longo.

Leitos

O balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) mostra que, para atender à demanda causada pelo aumento nos indicadores das doenças respiratórias, Pernambuco totaliza mais de 1,7 mil leitos abertos, sendo 857 vagas de terapia intensiva (UTI).

"Pernambuco conta com a maior rede para casos de srag entre os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em apenas 15 dias, nós abrimos 378 leitos para casos de srag, sendo 150 de UTI, o que equivale a uma média de dez por dia. Isso significa que, em 15 dias, mais que um novo Hospital Alfa (na foto acima, é a unidade de referência para atendimento dos casos graves localizada em Boa Viagem, Zona Sul do Recife), que tem 300 leitos, foi aberto em Pernambuco para garantir a assistência à população", frisou Longo. Atualmente, dos 857 leitos públicos de UTI voltados a casos de srag, 83% estão ocupados no Estado. Já 75% das 844 vagas de enfermaria permanecem com pacientes.

Para alinhar com os municípios pernambucanos as principais ações já desenvolvidas e articular as demais necessidades, o governador Paulo Câmara reúne hoje com as gestões municipais. "Discutiremos as principais demandas das cidades e reforçaremos a necessidade das prefeituras atualizarem seus planos de contingência", disse o secretário.

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