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Primeiro lote da Pfizer para crianças chega ao Aeroporto do Recife, mas transporte de doses ao PNI-PE atrasa duas horas

Como atraso da empresa contratada pelo governo federal para fazer o transporte, a carga ficou parada por duas horas no aeroporto. Será feita uma checagem para analisar se houve comprometimento das doses

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 14/01/2022 às 13:12
Divulgação
Vacinas chegaram ao Recife, de São Paulo, no fim da manhã desta sexta-feira (14) - FOTO: Divulgação
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O lote com as primeiras doses da vacina pediátrica da Pfizer contra covid-19 começa a ser distribuído aos Estados brasileiros, mas vários têm relatado atraso dos voos com os lotes. Em Pernambuco, os imunizantes deveriam chegar nesta madrugada, à 1h20, mas o voo que trouxe a carga só desembargou no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre às 10h50. As 60 mil doses permaneceram no local até as 13h, aguardando a empresa contratada pelo Ministério da Saúde para fazer o transporte. Elas seguem para sede do Programa Estadual de Imunizações (PNI-PE), em Casa Amarela, Zona Norte do Recife, onde é feita uma conferência de cada unidade. Como a carga ficou parada por duas horas no aeroporto, será feita uma checagem para verificar a temperatura das vacinas, a fim de saber se não houve comprometimento da potência e da estabilidade das doses. 

"Nossa logística já está montada para o envio das doses para todas as Regionais de Saúde, onde os municípios fazem a retirada. Após o recebimento, iniciaremos nossa distribuição ainda nesta sexta-feira (14), finalizando no sábado (15)", explica a superintendente de Imunizações do Estado, Ana Catarina de Melo. 

As Gerências Regionais de Saúde (Geres) ficam responsáveis por disponibilizar os imunobiológicos para aos gestores, que possuem autonomia na criação de estratégias para promover o acesso a sua população. "No caso da imunização do público infantil, a orientação é que sejam criadas alternativas distintas dos adultos, pois embora o imunizante seja do mesmo fabricante, sua apresentação, dosagem e composição são diferentes do imunizante utilizado para maiores de 12 anos. Além da formulação pediátrica ser diferente dos adultos, o intervalo de duas doses para completar o esquema vacinal será de dois meses. Neste período de preparação, orientamos os gestores municipais e as equipes de imunização a ficarem atentos a essas especificidades para evitar erros de administração", reforça Ana Catarina.

O envio de novas doses será feito pelo Ministério da Saúde de forma gradativa. "Estamos vivendo o mesmo momento de 1 ano atrás, que é o envio de remessas abaixo do necessário para fazer grandes avanços. Diante desse fato, precisamos eleger prioridades dentro das prioridades previstas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19", afirmou o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo. Nesta semana, o Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação reuniu os gestores municipais, que pactuaram com o Estado para a campanha de vacinação das crianças entre 5 e 11 anos ser iniciada por meninos e meninas com doença neurológica crônica e com distúrbios do desenvolvimento neurológico, priorizando a síndrome de Down e o autismo. Indígenas também serão contemplados neste primeiro momento. Das 60 mil doses, 5.960 serão destinadas para 100% dos indígenas com essa faixa etária e 53.980 doses serão para 4,28% da população de crianças de 5 a 11 anos, dentro do grupo prioritário.

A vacina contra a covid-19 estará disponível para as crianças de5 a 11 anos nos postos e pontos de vacinação organizados no Sistema Único de Saúde (SUS), desde que acompanhadas pelo pai, pela mãe ou responsáveis. No ato da imunização, será exigida a apresentação de um documento de identificação oficial da criança para fins de registro do imunizante. A estimativa é de que o público entre cinco e 11 anos seja de 1,1 milhão no Estado. 

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