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Muito cedo para ampliar a 4ª dose? Secretário de Saúde de Pernambuco diz que foco ainda são os faltosos para completar esquema vacinal básico

Especialistas têm debatido esta semana sobre a possibilidade de aplicação da segunda dose de reforço, assim como já se faz no Chile e em Israel

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 27/01/2022 às 16:32
MYKE SENA/MS
O segundo reforço já é aplicado em países como Israel e Chile - FOTO: MYKE SENA/MS
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Questionado sobre uma possível ampliação de quarta dose contra covid-19, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, disse, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (27), que o foco ainda são os faltosos para completar esquema vacinal básico e para tomar a dose de reforço (ou 3ª dose). O assunto ganha força porque especialistas que integram a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização Covid-19 (Ctai), criada para avaliar medidas de combate à pandemia pelo Ministério da Saúde, têm debatido esta semana sobre a possibilidade de aplicação de uma segunda dose de reforço - ou quarta dose da vacina contra a covid-19, assim como já se faz no Chile e em Israel.

Essa nova etapa de imunização seria iniciada pelos idosos e profissionais da saúde, já que foram os primeiros que receberam a vacina, no início da campanha, em janeiro de 2021. “Não há ainda, em nível nacional, um estudo para a quarta dose. Sabemos que outros países fizeram isso e que a indústria tem trabalhando vacinas específicas contra a variante ômicron, mas não há ainda definição sobre isso", afirmou André Longo. Ele acrescentou que o foco do Estado precisa ser a vacinação infantil, a aplicação da segunda dose para quem estiver em atraso e da dose de reforço para aqueles que completaram quatro meses da 2ª dose. "Esse é o foco de Pernambuco e deve ser o foco do PNI (Programa Nacional de Imunizações) neste momento."

Alguns municípios já começaram a aplicar a quarta dose da vacina (quatro meses após o primeiro reforço) contra a covid-19 em pessoas acima de 18 anos que tenham imunossupressão, como pacientes em quimioterapia contra o câncer, pessoas que passaram por transplantes e fazem uso de drogas imunossupressoras, uso de drogas modificadoras da resposta imune, doenças autoinflamatórias, pacientes em hemodiálise, com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas ou vivendo com HIV/aids. A recomendação do segundo reforço, para esse grupo, é do Ministério da Saúde e foi dada no dia 20 de dezembro.

Outros países, como Alemanha e Estados Unidos, avaliam a possibilidade dessa aplicação extra (quarta dose), especialmente por causa da aceleração da variante ômicron, que tem pressionado o sistema de saúde.

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