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"Nossa posição permanece: máscaras estão mantidas em Pernambuco", diz secretário de Saúde após flexibilização de estados e cidades

Atitude está em sintonia com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que considera precoce e intempestiva a suspensão do uso de máscaras

Cinthya Leite
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Cinthya Leite
Publicado em 08/03/2022 às 18:23 | Atualizado em 08/03/2022 às 20:52
HÉLIA SCHEPPA/SEI
André Longo, secretário Estadual de Saúde, continua a defender o uso de máscaras por toda a população - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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O Estado de Pernambuco, pelo menos por enquanto, caminha em sentido oposto à decisão da cidade do Rio de Janeiro e do estado do Rio Grande do Norte, que deixam de exigir o uso de máscaras. No caso da capital fluminense, a utilização do acessório já era facultativo em espaços abertos desde outubro. Agora, não há mais obrigatoriedade nos locais fechados. E o Rio Grande do Norte anunciou, nesta terça-feira (8), a liberação da máscaras em locais abertos a partir do próximo dia 16. Para São Paulo, a expectativa é que, na quarta-feira (9), o governador João Doria anuncie oficialmente a desobrigação do uso de máscaras ao ar livre e ambientes abertos.

Com a melhora de todos os indicadores da pandemia de covid-19 em Pernambuco, como queda no número de casos graves, internações e óbitos, a possibilidade de liberação do uso de máscaras tem sido debatida por setores da sociedade. Mas, na visão das autoridades locais, o momento ainda é para se continuar com o incentivo do uso da máscara por todos. É o que garante, à coluna, o secretário Estadual de Saúde, André Longo: "Nossa posição continua a mesma! As máscaras estão mantidas em Pernambuco", assegurou.

A atitude do governo de Pernambuco está em sintonia com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que considera precoce e intempestiva a medida anunciada pela Prefeitura do Rio de Janeiro de suspender a obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços fechados. "O Brasil e o mundo ainda se encontram em uma situação de pandemia, com imensas desigualdades no acesso a vacinas dentro e fora do País. Além disso, ainda não temos a real magnitude do incremento de casos provocados pelas aglomerações do feriado de Carnaval, o que exige prudência e precaução até que possamos ter uma avaliação mais sólida da situação da pandemia no município do Rio de Janeiro, bem como na região metropolitana", esclarece, em nota divulgada ontem, a Abrasco.

Estamos num momento em que ainda há os bolsões de não vacinados contra covid-19, assim como os que ainda estão para receber a segunda dose e também aqueles que resistem a tomar a dose de reforço. Sem essa equalização na cobertura vacinal, contemplando também a população pediátrica (entre crianças, a imunização permanece lenta), novas variantes poderão surgir. E não sabemos com que potencial de disseminação e preocupação elas podem despontar. Ou seja, permanece uma série de incertezas em relação a médio e longo prazo, o que inclui também a duração da imunidade protetiva contra o coronavírus - aquela alcançada graças à imunização.

Portanto, neste momento, ao invés de se dedicarem para anunciar o fim da obrigatoriedade da máscara, gestores deveriam estar preocupados em identificar e buscar pessoas que precisam completar o esquema vacinal, como também tomar a terceira dose. Afinal, enquanto houver não vacinados, há risco aumentado de novos surtos de covid-19, com possibilidade de acometer pessoas com maior risco de agravamento pela infecção. Entre elas, aquelas que são idosas e imunocomprometidas. Por sinal, são essas pessoas também que têm motivos para usar máscaras enquanto houver pandemia.

Ao longo de dois anos de pandemia, as máscaras se mostraram uma medida preventiva eficaz e que podem ser usadas até mesmo quando acabar a emergência sanitária, nos momentos em que tivermos sintomas gripais ou quando não nos sentirmos seguros.

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