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Pernambuco já confirma transmissão comunitária da subvariante BA.2 da ômicron

Quando se é constatada a transmissão comunitária, o vírus está mais disseminado

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 01/04/2022 às 10:10
ILUSTRATIVA/PIXABAY
Segundo levantamento da Fiocruz, além de Pernambuco, outros seis estados têm casos confirmados da subvariante BA.2: Ceará, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo - FOTO: ILUSTRATIVA/PIXABAY
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Após anunciar o primeiro caso da subvariante BA.2 da ômicron e que evoluiu para o óbito, a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) confirma a transmissão comunitária da BA.2 no Estado. A transmissão comunitária é uma modalidade de circulação em que as autoridades de saúde não conseguem mais rastrear o primeiro paciente que originou as cadeias de infecção. 

O registro positivo para a sublinhagem BA.2, identificada pela primeira vez no Estado, foi de uma idosa de 82 anos, que morava no Recife e teve a amostra coletada em 4 de fevereiro. Ela foi a óbito no dia 20 do mesmo mês.

Segundo a Secretaria de Saúde do Recife, a idosa não teve contato com outras pessoas doentes nem tinha viajado recentemente. Ou seja, essa transmissão comunitária difere de casos importados (situação em que uma pessoa é infectada pelo vírus em viagens ao exterior) e da transmissão local (condição em que alguém é infectado a partir de contato com alguém que adoeceu em outra região ou País). 

Quando se é constatada a transmissão comunitária, o vírus está mais disseminado, o que exige cuidados mais efetivos. 

O último sequenciamento genético feito pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM), unidade da Fiocruz em Pernambuco, mostrou que, dos 54 genomas analisados, todos (100%) foram identificados como da linhagem ômicron (BA.1; BA.1.1; BA.2). As coletas foram realizadas entre o início de fevereiro e a primeira quinzena de março.

Segundo levantamento da Fiocruz, além de Pernambuco, outros seis Estados têm casos confirmados da BA.2 da ômicron: Ceará, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

"A BA.2 já circula em diversos Estados brasileiros, o que aumentava ainda mais a possibilidade de circulação desta sublinhagem em território pernambucano. Por isso, continuávamos atentos à vigilância genômica do novo coronavírus no Estado, analisando periodicamente amostras de diversos períodos, o que possibilitou que identificássemos a subvariante no nosso sequenciamento genético mais recente", diz o secretário Estadual de Saúde, André Longo.

Ele reforça que, apesar da desaceleração da pandemia, os cuidados essenciais, como vacinação, higienização correta das mãos, uso de máscaras e isolamento em caso de sintomas gripais, devem continuar.

"Mesmo com as vacinas, sabemos que a população está suscetível a casos graves da doença, principalmente os mais vulneráveis, como os idosos e os pacientes com comorbidades. A detecção da BA.2 em Pernambuco reacende o alerta da importância da vacinação para enfrentar a pandemia. Vacinem-se. Este é o meio mais eficaz de se prevenir contra a doença", ressalta André Longo.

As 54 amostras analisadas, neste último sequenciamento, foram de pacientes residentes nas cidades de Afogados da Ingazeira (1), Afrânio (1), Araripina (1), Belém de São Francisco (1), Cabrobó (2), Caruaru (8), Casinhas (1), Dormentes (1) Garanhuns (1), Iati (1), Jaboatão dos Guararapes (2), Olinda (2), Orocó (3), Paulista (1), Petrolina (13), Recife (10), São Bento do Una (1), São José do Egito (1), Vitória de Santo Antão (1), além de pacientes provenientes dos estados de Alagoas (1) e Rio Grande do Sul (1).

No Reino Unido

Segundo informa a AFP, o número de pessoas infectadas pelo coronavírus no Reino Unido atingiu um novo recorde, conforme estimativas divulgadas nesta sexta-feira (1º), dia em que o governo pôs fim aos testes gratuitos como parte da estratégia de combate à pandemia.

Com base em uma amostra representativa da população, o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) calcula que 4,9 milhões de pessoas foram infectadas pelo coronavírus na semana passada, contra 4,3 milhões na primeira semana do ano, recorde anterior neste país de 67 milhões de habitantes.

Houve cerca de 700 mil casos de contágio a mais do que na semana anterior, segundo este estudo. Ele é considerado mais confiável do que as estatísticas diárias, porque estas últimas dependem de as pessoas estarem dispostas a fazerem os testes e a comunicarem os resultados às autoridades.  

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