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Cai 93% a procura por atendimento em unidades de covid-19 do Recife; serviços são desativados

Em janeiro deste ano, as unidades atenderam 10.434 pessoas, enquanto que, em abril, 716 pacientes buscaram atendimento

Cinthya Leite
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Cinthya Leite
Publicado em 07/05/2022 às 18:33
BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
No momento mais crítico da pandemia, a capital chegou a contar com 22 Unidades Provisórias Centralizadas da Atenção Básica (UPC-AB) - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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A Prefeitura do Recife começou a desmobilizar, nesta semana, três Unidades Provisórias Centralizadas da Atenção Básica, voltadas para o atendimento de pacientes com suspeita ou confirmação de covid-19.

A desativação está sendo possível graças à diminuição de 93% na procura pelo serviço - em janeiro deste ano, as unidades atenderam 10.434 pessoas, enquanto que, em abril, 716 pacientes buscaram atendimento. A queda dos indicadores da pandemia e o amplo processo de vacinação anticovid na cidade também foram fatores levados em consideração. 

Com a mudança, deixam de funcionar as UPCs montadas nos Centros de Saúde Mário Ramos, em Casa Amarela; Romero Marques, no Prado; e no Centro Social Urbano (CSU) Afrânio Godoy, na Imbiribeira.

Já as instaladas nas Upinhas Eduardo Campos, na Bomba do Hemetério; Vila Arraes, na Várzea; e Moacyr André Gomes, no Morro da Conceição, seguem abertas.

No entanto, o atendimento aos pacientes com síndrome gripal também será realizado de forma descentralizada na rede da Atenção Básica do município. 

Desde abril de 2020, a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife reorganizou a rede de Atenção Básica com o objetivo de desafogar os Serviços de Pronto Atendimento (emergências) da rede municipal e reduzir as chances de disseminação do novo coronavírus nas unidades. No momento mais crítico da pandemia, a capital chegou a contar com 22 Unidades Provisórias Centralizadas da Atenção Básica (UPC-AB). 

Em 27 de abril de 2020, as UPCs registraram o maior número de pacientes atendidos em um só dia: 783 pessoas. Na Semana Epidemiológica (SE) 18 daquele ano, que foi de 26 de abril a 2 de maio, a média móvel de atendimentos nessas unidades atingiu o seu pico, com 619 pessoas atendidas. Já na SE 18 de 2022, o número, que se refere à média de atendimentos nos sete dias anteriores, está em 35. 

Outra queda registrada no Recife foi a de óbitos por covid-19. Abril foi o mês com menos mortes causadas pela doença na cidade desde o início da pandemia. Até o momento, houve o registro de um óbito, em 18 de abril de 2022, cuja causa foi a infecção pelo novo coronavírus. No mesmo período de 2021, foram registrados 617 óbitos deste tipo. Isso representa uma queda de 99,8% dos óbitos desse tipo. 

A mudança no cenário epidemiológico da covid-19, no Recife, também é notada na diminuição do número de casos desta doença, com uma redução de 88,2% quando comparado ao ano passado. Em abril de 2021, foram confirmados 18.349 casos - sendo 16.824 leves e 1.525 de síndrome respiratória aguda grave (srag). Já em abril de 2022, houve a confirmação de 2.165 casos - sendo 2.082 leves e 83 de srag.

O avanço da vacinação contra a covid-19 também tem contribuído para as mudanças deste cenário. Atualmente, o Recife registra a aplicação de 3.479.477 doses das vacinas anticovid em pessoas acima de 12 anos - sendo 1.362.513 de primeira dose; 1.135.515 de segunda dose; 67.665 de dose única; 818.377 de primeiro reforço; 95.407 de segundo reforço. Isso representa um total de 86,72% da população com esquema vacinal completo, 66,13% de cobertura vacinal de primeiro reforço e 40,52% de cobertura de segundo reforço.

Já em crianças de cinco a 11 anos, cuja vacinação começou em janeiro deste ano, foram aplicadas 145.650 doses dos imunizantes contra covid-19 - 101.917 de primeira dose e 43.733 de segunda dose. Estes números representam 63,87% de cobertura vacinal da primeira dose e 27,41% com esquema vacinal completo.

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