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Paciente é declarado curado do HIV após receber células-tronco

Um paciente de 66 anos diagnosticado com HIV foi considerado curado após receber transplante com células-tronco para tratar leucemia, afirmaram pesquisadores nesta quarta-feira (27)

Amanda Azevedo
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Amanda Azevedo
Publicado em 27/07/2022 às 22:00 | Atualizado em 28/07/2022 às 0:26
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Os médicos também buscaram um doador de células-tronco que fosse resistente ao vírus que causa a Aids - FOTO: Doodlart/Pixabay
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Da Agência Brasil e AFP

Um paciente de 66 anos diagnosticado com HIV foi considerado curado após receber transplante com células-tronco para tratar leucemia, afirmaram pesquisadores nesta quarta-feira (27).

Embora o transplante tenha sido planejado para o tratamento de câncer no sangue do indivíduo apelidado de “Cidade da Esperança”, os médicos também buscaram um doador que fosse resistente ao vírus que causa a Aids, um mecanismo que funcionou primeiramente na cura do chamado "Paciente de Berlim", Timothy Ray Brown, em 2007.

O paciente mais recente é o quarto a ser curado dessa maneira. O apelido "Cidade da Esperança" foi dado por conta da instituição norte-americana em Duarte, na Califórnia, onde estava sendo atendido, e porque ele não quis ser identificado.

Além de ser o mais velho a receber o tratamento até agora, o paciente tinha HIV há mais tempo, tendo sido diagnosticado em 1988 com o que descreveu como uma "sentença de morte", que matou muitos de seus amigos.

O paciente faz a terapia antirretroviral para controlar sua condição por mais de 30 anos.

Os médicos que apresentaram os dados antes do encontro da Sociedade Internacional da Aids de 2022 disseram que o caso abre um potencial para o acesso dos pacientes mais velhos a tratamentos contra o HIV e câncer sanguíneo, especialmente já que o doador de células-tronco não era um membro de sua família.

Em 2021, foi registrado cerca de 1,5 milhão de novas infecções por HIV, e cerca de 650.000 pessoas morreram de Aids, o que equivale a uma morte por minuto.

O número de pessoas soropositivas que tiveram acesso ao tratamento aumentou em 2021, mas atingiu apenas 1,47 milhão, em comparação com os 2 milhões de anos anteriores. Foi o menor aumento desde 2009.

*Com informações da Reuters.

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