Gabriel Medina e Italo Ferreira disputam a liderança do ranking da WSL

Sete surfistas da seleção brasileira estão nas oitavas de final do Boost Mobile Margaret River Pro na Austrália

Alexandre Gondim
Alexandre Gondim
Publicado em 03/05/2021 às 13:13
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CAIT MIERS/WSL
Gabriel Medina - FOTO: CAIT MIERS/WSL
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Em mais um longo dia de competição na Austrália, foram disputadas 24 baterias para definir as oitavas de final do Boost Mobile Margaret River Pro. Sete surfistas da seleção brasileira estão classificados, os campeões mundiais Gabriel Medina e Italo Ferreira que disputam a liderança do ranking, Caio Ibelli que fez o maior placar da segunda-feira,Filipe Toledo, Jadson André,Peterson Crisanto e entre a mulheres Tatiana Weston-Webb. Dois duelos verde-amarelos fecharam o dia, com Yago Dora e Miguel Pupo sendo eliminados. A primeira chamada para as oitavas de final será as 7h00 da terça-feira na Austrália, 20h00 da segunda-feira no Brasil.?

Gabriel Medina, escolheu boas ondas para mostrar a força do seu ataque de backside nos pontos mais críticos das direitas de Main Break. Com notas 7,50 e 7,47, aumentou para seis a sua invencibilidade sobre o australiano Connor O´Leary em baterias do CT. Com a passagem para as oitavas de final, Medina só perde a liderança do ranking se Italo Ferreira vencer esta etapa, mas os dois se encontrarão nas semifinais, caso derrotem seus adversários.

MATT DUNBAR/WSL
Italo Ferreira - MATT DUNBAR/WSL

“Estou usando a mesma prancha de ontem e ela está ótima, bem rápida. Até tive que reduzir um pouco no botton turn, mas é muito legal ter uma prancha assim, bem progressiva, sem momentos lentos, pois fico mais confiante”, contouGabriel Medina, que vai enfrentar o havaiano Seth Moniz nas oitavas de final.“Estou me sentindo bem e é muito legal ter boas ondas e várias oportunidades para surfar. O jet-ski ajuda muito também e só precisamos nos preocupar em escolher as ondas certas. Agora é seguir passo a passo, bateria por bateria, porque todo mundo no circuito é difícil de enfrentar, então vou manter meu foco”.

Quem também pareceu muito focado foi o atual campeão mundial Italo Ferreira, que perdeu a lycra amarela de número 1 do ranking paraGabriel Medina na etapa passada, em Sidney. Ele não deu qualquer chance para o veterano Adrian Buchan, usando uma combinação fatal de uma manobra forte de backside e uma mais explosiva na junção. O potiguar fez o maior placar brasileiro do dia até ali, 15,57 pontos, somando notas 8,07 e 7,50 e ainda descartou um 7,03 e um 7,00 de outras duas boas ondas que surfou na bateria.

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Italo Ferreira - MATT DUNBAR/WSL

“O vento aumentou um pouco na hora da minha bateria e ficou mais difícil de dropar, não dava pra ver direito, mas foi uma bateria com bastante ondas boas para surfar”, disse Italo Ferreira.“Eu adoro baterias assim, quando consigo surfar bastante para ir trocando as notas. Esse sistema de competição (overlapping heats) é bom quando tem bastante ondas. Minhas pranchas do Tico e Teco estão incríveis. Usei uma 6’2’’ hoje, mas todas são ótimas”.

Para adiantar o evento, na segunda-feira foi utilizado o sistema “overlapping heats” na terceira fase masculina, com duas baterias sendo disputadas simultaneamente. O dia começou com a repescagem e todos os três brasileiros aproveitaram a segunda chance de classificação. Os 11 titulares da seleção disputaram vagas para as oitavas de final na primeira rodada de duelos homem a homem. O primeiro a se classificar foi o paranaense Peterson Crisanto, que começou forte com nota 7,83 sua bateria contra o australiano Owen Wrighte vai enfrentar o bicampeão desta etapa que no domingo tirou a primeira nota 10 do ano entre os homens,John John Florence.

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Peterson Crisanto - MATT DUNBAR/WSL

“Eu gosto quando o mar está grande assim, porque consigo mostrar o meu surfe, ainda mais contra o Owen (Wright) que é um ótimo competidor”, disse Peterson Crisanto, que falou sobre o confronto com o havaiano na primeira oitava de final.“Ele (John John) está no topo aqui, mas vou dar o meu melhor. Gosto do surfe dele e muito também do Andy Irons, que pra mim foi um dos melhores surfistas que já vi. Eu tento me espelhar nele e venho treinando bastante para manter um alto nível de desempenho nas baterias”.

Após a vitória de Peterson Crisanto, vieram três eliminações seguidas, de Deivid Silva para o norte-americano Griffin Colapinto, de Alex Ribeiro por muito pouco, 12,67 a 12,64, para o sul-africano Jordy Smith e do capitão da seleção brasileira,Adriano de Souza, para o portuguêsFrederico Morais. Os três terminaram em 17.o lugar no Boost Mobile Margaret River Pro.

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Alex Ribeiro - MATT DUNBAR/WSL
 

Caio Ibelli, brilhou na segunda-feira fazendo o maior placar do dia com suas manobras potentes de frontside nas direitas de Main Break. O guarujaense foi semifinalista em Margaret River em 2019 e atingiu 17,04 pontos com notas 8,87 e 8,17, para bater um campeão deste evento, o taitiano Michel Bourez. Caio foi o único a superar os 17,00 pontos do francês Jeremy Flores, mas o recordista absoluto continua sendo o bicampeão desta etapa em 2017 e 2019,John John Florence, com nota 10 e 17,50 pontos.

“Nossa, estou muito feliz. Parece um pouco de nostalgia de 2019, porque estou usando a mesma prancha e as condições do mar estão parecidas também”, disseCaio Ibelli.“Eu amo o que faço e quero mais eventos assim, com ondas de verdade. Sinto que competir em beach breaks (praias com fundo de areia) não é o meu forte. Aqui eu consigo me soltar e parece até que estou fazendo um freesurf (sessão de treinos), me divertindo bastante e bem relaxado. É uma sensação incrível surfar ondas de verdade e espero que continue assim”.

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Caio Ibelli - MATT DUNBAR/WSL

Depois dessa vitória espetacular de Caio Ibelli, dois duelos brasileiros fecharam a segunda-feira definindo os últimos classificados para as oitavas de final. A penúltima bateria foi mais fraca de ondas e a vitória foi decidida nas que foram surfadas nos últimos minutos. A do potiguar Jadson André valeu 5,57 e ela fechou o resultado em 10,90 a 10,64 pontos do catarinense Yago Dora, que recebeu 5,47 na onda dele.

Já no confronto paulista que encerrou a terceira fase,Filipe Toledo já começou muito forte, destruindo uma direita da série para largar na frente com nota 8,33. No domingo, ele só pegou duas ondas para vencer sua primeira bateria, uma no início e outra no minuto final. Isso quase se repetiu, mas ele teve mais chances de surfar dessa vez, só que a última onda foi a melhor e a nota 7,17 selou a vitória sobreMiguel Pupo por 15,50 a 11,33 pontos.

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Caio Ibelli - MATT DUNBAR/WSL

Nas oitavas de final,Peterson Crisanto vai disputar a primeira bateria com John John Florence,Gabriel Medina entra na quinta com outro havaiano,Seth Moniz, e dois duelos brasileiros definem as últimas vagas nas quartas de final,Italo Ferreira com Caio Ibelli e Filipe Toledo com Jadson André.

Na categoria feminina, a gaúcha Tatiana Weston-Webb já tinha garantido sua vaga para as oitavas de final por ter estreado com vitória no domingo. Na segunda-feira, só foram realizadas as duas baterias da repescagem e a brasileira vai enfrentar a norte-americana Sage Erickson na terceira disputa por vagas nas quartas de final. Tatiana foi vice-campeã da última etapa do CT em Margaret River em 2019 e ocupa a terceira posição no ranking deste ano.

O Boost Mobile Margaret River Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo Facebook, Youtube e aplicativo grátis da World Surf League e pelos canais da ESPN Brasil. A primeira chamada para as oitavas de final será as 7h00 da terça-feira em Margaret River, 20h00 da segunda-feira no Brasil. Vamos acompanhar !

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Yago Dora - FOTO:MATT DUNBAR/WSL
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Peterson Crisanto - FOTO:MATT DUNBAR/WSL
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Italo Ferreira - FOTO:MATT DUNBAR/WSL
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Italo Ferreira - FOTO:MATT DUNBAR/WSL
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Gabriel Medina - FOTO:CAIT MIERS/WSL
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Caio Ibelli - FOTO:MATT DUNBAR/WSL
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Adriano de Souza - FOTO:CAIT MIERS/WSL

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