PROJETO

Fundaj apresenta novo Complexo Cultural Gilberto Freyre

Reformulação do espaço do campus Casa Forte da Fundação Joaquim Nabuco abrigará pinacoteca, cinemateca e outros equipamentos culturais acessíveis

Rostand Tiago
Rostand Tiago
Publicado em 11/12/2020 às 20:18
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BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
NOVO USO Solar Francisco Ribeiro Pinto Guimães vai ser um dos principais prédios do Centro Cultural - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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Na manhã desta sexta-feira, autoridades estiveram reunidas para o lançamento de um plano de reestruturação do campus Casa Forte da Fundação Joaquim Nabuco. Trata-se do novo Complexo Cultural Gilberto Freyre, que abrigará existentes e novos equipamentos culturais da instituição em um espaço convidativo ao público geral.

O lançamento da iniciativa contou com a presença de Milton Ribeiro, Ministro da Educação, Antônico Campos, atual presidente da Fundaj, Gilberto Freyre Neto, Secretário de Cultura de Pernambuco, Allan Jones, diretor de Planejamento e Administração da Fundação e Mário Hélio, diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte da Instituição.

A reunião foi realizada no Solar Francisco Ribeiro Pinto Guimarães, que será um dos principais prédios do projeto. Lá será abrigada a Pinacoteca, que contará com exposições em quatro salões divididos em dois pavilhões, um para mostras fotográficas e outro com pinturas, desenhos e gravuras. Nomes como Lula Cardoso Ayres, Cícero Dias, Frans Post, Debret, Rugendas, Di Cavalcanti, Aloisio Magalhães terão seus trabalhos expostos lá.

TIAGO CALAZANS / ACERVO JC IMAGEM
Museu do Homem do Nordeste. - TIAGO CALAZANS / ACERVO JC IMAGEM
TIAGO CALAZANS / ACERVO JC IMAGEM
Museu do Homem do Nordeste. - TIAGO CALAZANS / ACERVO JC IMAGEM
GUGA MATOS/ACERVO JC IMAGEM
Cinemateca de Pernambuco na Fundação Joaquim Nabuco. - GUGA MATOS/ACERVO JC IMAGEM
GUGA MATOS/ACERVO JC IMAGEM
Cinemateca de Pernambuco na Fundação Joaquim Nabuco. - GUGA MATOS/ACERVO JC IMAGEM
BIANCA SOUSA/ACERVO JC IMAGEM
Cinemateca de Pernambuco na Fundação Joaquim Nabuco. - BIANCA SOUSA/ACERVO JC IMAGEM
 

Já a Cinemateca Pernambucana, que atualmente funciona no primeiro andar do Cinema da Fundação será transferida para uma área de 246 metros quadrados na lateral do casarão, ocupando o térreo e o primeiro andar com seu acervo de filmes e diversos materiais ligados à memória do cinema pernambucano e brasileiro. Seu espaço atual será uma ampliação do Museu do Homem do Nordeste, que poderá expor ainda mais peças de seu acervo.

Entre as novidades do projeto também estão a Sala Gilberto Freyre, que será transformada em um espaço dedicado à memória do sociólogo e a reforma da Sala Calouste Gulbenkian, voltado para palestras e seminários. As galerias Baobá, Massangana, Sala Mauro Mota e Sala Waldemar Valente, assim como o Cinema do Museu e o Museu do Homem do Nordeste integrarão o projeto.
Segundo Allan Jones, o edital de licitação para as obras deve ser lançada nos próximos dias e seu orçamento deve girar em torno de R$ 5 milhões. A expectativa é de que tudo esteja pronto até o final de 2021.

"É uma ideia que surgiu ainda em 2011 e que na atual gestão ganhou força, iniciamos os estudos de viabilidade, liderado pelo arquiteto Ronaldo L'Amour. O Complexo compreende diversos equipamentos culturais e aqui nesse prédio, funcionará a Pinacoteca, o primeiro módulo a ser entregue. Lançaremos o edital de licitação nos próximos cinco dias para contratar a empresa responsável pelos projetos de engenharia, paisagístico e de acessibilidade", afirmou Allan.

Para Mário Hélio, trata-se de um momento histórico da Fundação e faz justiça ao nome de Gilberto Freyre. "Cada um desses espaços têm uma associação com a cultura, a educação e o desfrutar da vida, inclusive no que diz respeito ao meio-ambiente. É entender, como entendeu Gilberto Freyre, como deputado federal propôs a criação dessa instituição, o que ele dizia e defendia que é importante que a Fundação nunca seja um órgão burocrático, fosse um órgão vivo, tendo como fim a educação e a cultura", elaborou o diretor.

Já o presidente Antônio Campos vê o projeto do complexo como um ponto de esperança. Entre tributos ao próprio Gilberto Freyre, ao falecido poeta Jaci Bezerra, ao Ministro presente e ao presidente Jair Bolsonaro, ele falou sobre o lançamento do que chamou de "pedra fundamental" do projeto. "O lançamento da pedra fundamental da pedra fundamental no ensaio da Pinacoteca do Complexo é uma ato de esperança em um momento que a esperança é algo mais ainda estratégico no momento em que a humanidade, o Brasil e o Nordeste vive uma crise sem precedentes com a pandemia. É hora de ter coragem para a esperança", declarou.

O Ministro da Educação teceu elogios à gestão de Antônio Campos no comando da Fundaj e também ao amor à cultura por parte do povo pernambucano. "Tem me deixado muito feliz minha presença em Pernambuco e poder destacar que não conheço outro lugar com gente que ama tanto a cultura quanto o povo pernambucano. Isso me causa admiração, como sabem respeitar a memória e aqueles que construíram algumas coisas que hoje vocês se orgulham tanto", afirmou.

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