Música

Grupo percussivo Afojubá Batuque comemora 15 anos com lançamento de clipe

'Raiou o Sol' foi gravado no bairro de Santo Amaro, onde o grupo nasceu e exerce suas atividades

Márcio Bastos
Cadastrado por
Márcio Bastos
Publicado em 01/07/2021 às 15:25 | Atualizado em 01/07/2021 às 15:36
ADRIANO LIMA/DIVULGAÇÃO
Afojubá Batuque foi criado pelo percussionista João Alencar, conhecido como João Afojubá - FOTO: ADRIANO LIMA/DIVULGAÇÃO
Leitura:

O grupo percussivo Afojubá Batuque comemora 15 anos de sua fundação em 2021 e, como uma das ações para marcar a data, lançou um novo trabalho musical. A canção Raiou o Sol já está disponível nas plataformas digitais e chegou acompanhada de um clipe gravado em Santo Amaro, bairro do Recife no qual o grupo iniciou suas atividades.

A canção contou com a produção musical de Paulinho Ogan e Rafael Alencar e a gravação, edição e masterização ficaram a cargo produtor musical e engenheiro de som Buguinha Dub. Já a produção audiovisual de Adriano Lima com imagens aéreas de Alexandre Salomão, sob a produção executiva de Giovanna Teles, da Araxá Produções, e apoio da Água Mineral Santa Clara e do Afojubá Berlim.

O projeto aprovado pela Lei Aldir Blanc Pernambuco permitiu a gravação do single Raiou o Sol, de autoria de João Afojubá, fundador do grupo. As imagens foram gravada em Santo Amaro. 

Desde o início da pandemia, o grupo, que se mantém de forma independente, promove uma campanha de venda de suas camisas com renda revertida para doação de cestas básicas na comunidade de Santo Amaro

História

O Afojubá Batuque foi fundado em 2006, na parte periférica do bairro de Santo Amaro, por jovens daquela região, sob a regência do percussionista João Alencar. João Afojubá, como assim hoje é conhecido, desenvolveu o projeto juntamente com os também músicos práticos Rafael Alencar, Marcos Aurélio, Emerson Silva e Gabriel Roger Alencar, todos advindos de projetos sociais onde aprenderam a tocar e fabricar instrumentos de percussão. 

Um dos objetivos do grupo, desde a sua fundação, é resgatar vidas dentro da comunidade através da percussão, ampliar os horizontes para além da periferia tanto no convívio social, como musicalmente. Por isso, desde 2006, realiza oficinas e ensaios abertos na Rua Mariz e Barros, no bairro do Recife Antigo, todos os domingos, durante todo o ano. As atividades, porém, foram suspensas por conta da pandemia.

O grupo tem como referências os maracatus-nação ou maracatus de baque virado e tem em seu repertório ritmos como o coco de roda, o maracatu, a ciranda, o baião, o afoxé, o caboclinho, dentre outros, com arranjos próprios. 

Comentários

Últimas notícias